As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/05/2019

No filme “Rudy, os sonhos nunca morrem” conta-se a história de um jovem que ambiciona ser jogador de futebol americano, mas que é constantemente rejeitado -igual a um candidato procurando emprego- por ser demasiado baixo. Saindo do universo cinematográfico e partindo para uma análise na vida real, assim como Rudy, jovens buscam perseverantemente realizar seus sonhos e conseguir um bom trabalho, porém na sociedade atual os desafios encontrados por esta parcela da população em relação ao campo trabalhista e o desemprego, está  tornando-se um obstáculo para a  maioria dos jovens. Desse modo, é essencial discutir quais os geradores e os impactos dessa problemática.

Analisa-se, de início, que os fatores primordiais para a manutenção de tal questão residem em um país carente em todos os níveis da educação e também na alta desigualdade social, em relação ao mercado e suas condições. É notório que a educação brasileira possui um grande deficit estrutural e administrativo, atingindo o mercado de trabalho de forma categórica, pois se não há uma boa formação educacional para o indivíduo, dificilmente ele poderá exercer uma profissão digna e que exalte suas qualidades cognitivas. Logo, jovens que não possuem uma boa formação intelectual e apresentam baixa qualificação optam por trabalhos informais, sem carteira de trabalho e seguro social. Prova disso é que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os trabalhadores entre 18 e 24 anos, a taxa de desemprego é mais que o dobro da taxa da população em geral.

Pontua-se, ainda, que o índice aumenta em jovens que possuem baixa renda ou uma orientação sexual fora da “heteronormatividade”, ou seja, além do quadro crítico de desemprego, os jovens ainda enfrentam o preconceito tão enraizado na sociedade brasileira. Esta discriminação acarreta em uma série de jovens frustrados e sem esperança, pois com as poucas oportunidades oferecidas em detrimento aos jovens mais ricos e bem estabelecidos, a dissonância fica cada vez mais presente no Brasil, uma vez que os princípios não são pautados na isonomia e sim na meritocracia.

Compreende-se, portanto, que ações devem ser feitas em prol do  ingresso cada vez maior de jovens no mercado de trabalho. Assim, urge que o Ministério da Educação destine verbas para a ampliação da educação e sua execução, proporcionando motivações para crianças e jovens estudarem e terem prazer nessa atividade, por meio da tecnologia, de saraus e de aulas lúdicas, incentivar o jovem a ir para o ambiente escolar, fazendo dele um motor para seus próprio conhecimento. Outro fator é que o próprio Ministério disponibilize mais oportunidades, oferecendo bolsas e financiamentos para um bom curso e posteriormente a qualificação esperada para um bom emprego. Dessa maneira, é preciso ser perseverante diante das adversidades e rejeições,pois como Rudy enfrentá-los vai ser sua maior vitória.