As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/05/2019

No clássico mundial “Admirável Mundo Novo”, livro do escritor inglês Aldous Huxley, o leitor se depara com uma sociedade extremamente organizada, de modo que cada cidadão possui um emprego e a sua função. No que tange ao período atual, é notória a dificuldade da inserção de jovens no mercado de trabalho. Tal cenário configura um grave problema social que deve ser solucionado.

Primeiramente, é necessário pontuar que esse impasse ocorre devido a fatores educacionais. De acordo com uma pesquisa feita pela empresa de recrutamento e seleção, Hays, o Brasil é um dos países que mais tem dificuldades de se contratar mão de obra especializada. Isso ocorre porque há uma desconexão entre empregadores, instituições de ensino superior e graduando quando se trata de quesitos educacionais. Esses jovens encontram dificuldades em relacionar o que aprendem na universidade com o que o mercado de trabalho espera deles. Como resultado, muitos recém formados entram no mercado com uma qualificação no papel, mas sem as habilidades e experiencias necessárias.

Outrossim, observa-se a exigência de qualificação profissional das empresas no momento de contratação dos funcionários. De acordo com uma pesquisa feita pela empresa Robert Half e divulgada pela Revista EXAME, 76% dos executivos brasileiros afirmam ser muito desafiador, atualmente, encontrar profissionais qualificados. Por conseguinte, isso reduz a empregabilidade dos jovens, uma vez que costumam ser os menos selecionados para ocupar cargos de trabalho, devido a fatores como a escolaridade incompleta e a falta de especialização, por exemplo. Nesse sentido, são necessárias políticas públicas para a implantação de cursos profissionalizantes no país.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Para isso, o Governo deve cobrar menos impostos de empresas que promoverem programas de estágios, como o Jovem Aprendiz. Deste modo,deve haver uma parceria com as universidades, a fim de permitir que os acadêmicos, desde os primeiros períodos da graduação, tenham uma maior experiência e vivenciem, na prática, situações cotidianas da profissão escolhida, além de possibilitar que  esses estudantes, após formados, possam inserir-se rapidamente no mercado de trabalho.  Ademais, o Ministério da Educação deve investir em cursos técnicos profissionalizantes integrados ao ensino médio, a fim de garantir que os jovens, assim que terminarem sua vida escolar, possam ingressar no mercado de trabalho de forma qualificada e especializada. Dessa forma, o Brasil possibilitará a juventude  um efetivo engajamento na sociedade.