As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
É consenso o modo como as Revoluções Industriais influenciaram para o desenvolvimento da sociedade, tanto com novas tecnologias quanto na criação de direitos ao trabalhador e ao cidadão. Outrossim, ao passo que essas mudanças foram ocorrendo, houve uma gradativa transformação mundial da cultura, de modo que, a partir do momento em que a máquina consegue realizar o trabalho do homem, faz-se fundamental a mão de obra especializada que possa atender as necessidades da indústria. Todavia, tornou-se corriqueiro os jovens serem deixados de fora do mercado de trabalho, uma vez que muitos deles não tem experiência na área e são semiqualificados. Diante isso, há grandes dificuldades de garantir um bem estar social e tranquilidade para o cidadão comum, devido principalmente a falta de preparo emocional e ao descaso do Estado quanto à educação.
Primeiramente, é incontrovertível que a atual geração juvenil é a mais educada, preparada e informada, mas também é a que tem o maior índice de desempregados, como indicam pesquisas feitas pelo IBGE. Tal fato ocorre, essencialmente, por conta do despreparo sentimental que essa comunidade tem, sendo que muitas vezes eles vivem em constante pressão para conseguirem um emprego e atender aos estereótipos criados pelo corpo social, de que para ser feliz é vital um trabalho e receber salário. Porém, muitos desses indivíduos não suportam essas imposições e acabam desistindo desse meio de vida, fazendo assim, com que cresça o índice de criminalidade e muitas vezes o de suicídio por não atenderem aos padrões e se sentirem um fardo para a sociedade.
Outro desafio é a negligência estatal, uma vez que nem sempre o Governo cobra do Ministério da Educação meios mais efetivos e abrangentes para adequar essa nova geração para o ramo de atividades trabalhistas. Não obstante, faz-se possível uma conexão com o ideal de mudança social de Paulo Freire, que tinha como base essa transformação pelo meio educacional, visando uma comunidade mais igualitária, dispersando dessa maneira, os preceitos criados e concebendo um novo meio de vida, que possa integrar todos os cidadãos.
Desse modo, torna-se indubitável a urgência da aplicação da aspiração do filósofo brasileiro para moldar uma nova cultura. Logo, faz-se crucial o papel do Ministério da Educação para a criação de projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover palestras e atividades lúdicas que destinam-se a preparar desde cedo os indivíduos para as singularidades do mundo moderno, transformando assim a comunidade escolar e a sociedade no geral. Destarte será possível criar uma nação que possa de fato promover a plena construção de conhecimentos e isonomia de direitos e oportunidades, tanto no mercado quanto na vida.