As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 10/05/2019
Em meio a cortes na educação, desemprego crescente e crise econômica se encontra o jovem brasileiro. Esse cenário pessimista se soma às dificul-
dades de entrada no mercado de trabalho, sempre vivenciadas por pesso- as com idades entre 15 e 24 anos, agora agravadas. A Organização Inter- nacional do Trabalho coloca como naturais certos empecilhos para conseguir o primeiro emprego, porém as taxas alarmantes de desemprego jovem no Brasil podem ser causadas pela falta de programas de inserção no mercado, com consequências severas para a economia nacional.
Em primeiro plano, é necessário observar que existem poucas políticas pa- ra introdução de trabalhadores sem experiência no mercado, em especial aqueles que já concluíram os estudos. Esses programas são limitados mui-tas vezes a apenas estágios, que não atendem todo o contingente de estu-dantes. Sob esse viés, há ainda a falta de fiscalização dessas iniciativas, que cria um contexto onde existem ainda menos jovens sendo inseridos no mercado, o que pode ajudar a causar inclusive problemas econômicos.
Paralelamente à essa questão educacional, existe a relação entre trabalho e previdência, que no Brasil funciona sob regime de repartição, onde os que trabalham custeiam a aposentadoria dos mais velhos. Diversos econo-mistas citam a insustentabilidade desse tipo de condução, enquanto ficam calados frente a alterações em leis trabalhistas que colocam jovens na in-formalidade e aumentam o desemprego para essa parcela da população, servindo de agravadora para as questões da previdência.
Para dar à juventude oportunidade de emprego digno, ajudando a solucio-nar os problemas advindos do desemprego, é necessário aproximar a edu-cação do trabalho, capacitando os jovens para o mesmo, além de aumentar a oferta de estágios. Isso pode ser feito pelos Ministérios da Educação e do Trabalho, respectivamente, aumentando a oferta de cursos técnicos e especializações e fiscalizando o cumprimento da lei que obriga empresas e órgãos públicos a ter, em média, 10% de estagiários; pode-se também aumentar a oferta dos mesmo em repartições públicas.