As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/05/2019

Durante um longo período da história ocidental o trabalho esteve associado às classes menos favorecidas. Em contrapartida, o ócio era apreciado pelos gregos, sendo identificado como uma virtude atribuída aos intelectuais - homens livres que dedicavam o tempo a vida política e às artes. Hodiernamente, o trabalho está ligado a busca de um sentido e de expressão pessoal. No entanto, muitos jovens têm sido alijados desse processo, o que nos leva a identificar as  possíveis origens desse fenômeno.

A priori, dados divulgados pelo Instituto de Política Econômica e Aplicada (IPEA), identificaram que as maiores vítimas do desemprego são os jovens. Os índices revelam que 25,2% desses, estão desocupados. Destarte, a exigência de experiência anterior é apontada como uma das principais razões para a escassa admissão do público juvenil. Assim sendo, empresas que deixam de contratar menores aprendizes perdem a oportunidade de “moldar " e inserir  valores organizacionais adequados a um profissional que não carrega uma bagagem de” vícios" adquiridos com a carreira. Além disso, socialmente as vantagens trazem recompensas que vão desde o estímulo a valores como responsabilidade e cidadania consoante a uma mudança de perspectiva de futuro para aqueles indivíduos que poderiam estar imersos na criminalidade ou em condições de vida degradantes.

Ademais, convém frisar que a falta de qualificação e a existência de muitos candidatos por vaga constituem óbices a esse processo. A falta de uma educação adequada faz com que muitos profissionais enfrentem dificuldades na hora de procurar o primeiro emprego. O analfabetismo e a necessidade do ensino técnico-profissionalizante somam-se a problemática. Outrossim, as crises nos sistemas políticos e econômicos do país diminuem os números de investimentos, ocasionando a redução das vagas de empregos. Como alternativa a isso, jovens migram para o trabalho informal, isso quando não são" tragados" pela exploração laboral.

logo, infere-se que urge a necessidade de se implementar medidas que atenuem as dificuldades do jovem de se estabelecer no mercado profissional. É imperioso que o Governo em parceria com o Ministério do Trabalho (MTE) preconizem a criação de novos postos de trabalho, em parceria com empresas privadas que possam contratar menores aprendizes (14 a 24 anos) - obtendo vantagens como - subsídios fiscais e redução de alguns impostos. Além do que, seria eficaz a destinação de cargos públicos  a jovens, por meio de cotas em concursos assegurando o direito  ao primeiro emprego, bem como, a inserção do jovem na sociedade. Nesse ínterim, faz-se indispensável que projetos e ações públicas incentivem a qualificação e a promoção de uma educação  equânime e consistente.