As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
Émile Durkheim, em sua visão referente à sociedade, descreve o fato social como um modo coletivo de agir. Dessa forma, um indivíduo que está inserido nesse meio, possui pretensões voltadas a essas imposições. Em vista disso, empresas se habituam a contratar sempre os funcionários que possuem um perfil mais capacitado, o que é congruente ao desemprego entre jovens de 18 a 24 anos. Ademais, apresentar características comportamentais, mesmo sem ter experiência no trabalho, e lidar com a ansiedade, lesam e dificultam o ingresso do jovem no mercado de trabalho.
No panorama brasileiro, existe uma vazão entre jovens de classe alta e classe média, que, por conta própria, tardam o ingresso ao mercado de trabalho para obter total dedicação ao estudo. Entretanto, essa realidade se mostra deveras desigual, pois um indivíduo com renda mais alta, pode atingir o padrão de qualificação e qualidade exigidos pelos empregadores. Por outro lado, os que possuem renda mais baixa, encontram diversos dilemas e empecilhos para que, de fato, se qualifiquem e cresçam profissionalmente. Outrossim, para que universitários possam chegar ao nível de estágio remunerado, o nível acadêmico que abrange o profissionalismo, são necessários, aproximadamente, 2 anos de curso.
Segundo a especialista no assunto Luana de Paula, diretora de desenvolvimento de novos negócios no Grupo Cia de Talentos, as empresas entendem que alguém em busca do 1° emprego não possui experiência profissional, do mesmo modo que esperam que já tenham participado de programas como Menor Aprendiz e afins. Pois, estes programas desenvolvem aspectos positivos e valorizados, como o trabalho em equipe, capacidade de análise e comunicação. Nesse momento, surge o conflito entre a teoria e prática, que devem estar interligadas no processo de aprendizagem para que haja um bom aproveitamento do mercado de trabalho.
Contudo, a demanda de jovens que desejam vagas para o 1° emprego superam as de vagas oferecidas por programas governamentais como o ProJovem e Menor Aprendiz. Entretanto, é necessário a adoção de medidas que viabilizem a inserção do jovem no âmbito profissional, tanto pelo Ministério da Educação, através da adoção de oficinas com temas modernos e concernentes à realidade brasileira, e a expansão de vagas de cursos técnicos oferecidos pelo governo federal, de modo que possam beneficiar uma maior parcela de jovens e adolescente. No entanto, empresas do setor privado, que estão em défice em relação à contratação de pessoas em busca da inserção nesse meio, poderiam atribuir vagas de aprendiz ou estágios remunerados, aos jovens que se encontram em estado de desigualdade e marginalização social.