As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/05/2019
No governo de Vargas, ocorreu a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que visava a implementação de normas regulamentadoras, buscando a igualdade e acesso ao egresso de cidadãos no mercado de trabalho.Contudo,esse cenário não é notório no país atual, já que muitos jovens encontram dificuldades para a inserção no mercado de trabalho. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser neglicenciados, a exigência das vagas com mão de obra altamente qualificada e a ausência de oportunidades para primeiro emprego.
Em primeira análise, cabe pontuar que o desemprego está atrelado pela baixa qualificação da mocidade brasileira, já que a imposição das vagas pelos empregadores é alta. Diante dessa conjuntura, a ausência de qualificação não está somente ligada ao indivíduo, mas à baixa qualidade de ensino e investimento no setor público.De acordo com Jean Piaget,um sistema educativo global e inclusivo é uma alavanca para o desenvolvimento de um país,ou seja,a falta de recursos para a competência dos jovens para a inclusão no mercado de trabalho é um dos grandes obstáculos nesse cenário.
Ademais, convém frisar que a exigência de experiência anterior é a maior barreira na hora de arranjar o primeiro emprego.Uma prova disso está em um levantamento feito pela empresa argentina de pesquisa em tendências Trendsity e pelo McDonald’s, que cerca de 77% dos jovens não conquistam uma vaga por conta da carência de aptidão necessária. Diante disso, percebe-se que a escassez de programas feitos pelo o Estado juntamente com as empresas público-privadas para viabilizarem vagas sem experiência acabam corroborando para a problemática.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível, que o Governo Federal disponha de uma verba para investir no Ministério da Educação, em cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos em todas as escolas públicas do Estado, como meio de qualificar a mão de obra para o preenchimento das vagas. Além disso, é essencial que o Ministério do Trabalho entre em aliança com algumas empresas privadas para a realização de programas de primeiro emprego, como forma de gerar uma renda e experiência profissional, caberá ao governo estadual fiscalizar as empresas que flexibilizaram as vagas e implementaram novos métodos de contratação da juventude, o governo poderá reduzir os impostos e beneficiar com bonificações as empresas como meio de aumentar o projeto. Logo poder-se-á afirmar que a pátria educadora possui mecanismos exitosos para combater as dificuldades de inserção dos jovens no mercado de trabalho atendendo a Consolidação das Leis Trabalhistas.