As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/05/2019

Segundo o sociólogo Émile Durkheim,em seu livro A Divisão Social do Trabalho, para se atingir um perfeito estágio de agregação(coesão social),cada indivíduo deve desempenhar seu determinado papel(trabalho) na comunidade.Entretanto,hodiernamente no Brasil, nota-se,infelizmente, um não seguimento de tal assertiva,visto que inúmeros jovens ainda são vítimas da baixa empregabilidade no país,fato esse impulsionado pela exigência do mercado e a omissão do Estado.

É relevante abordar,a princípio, que os fortes requisitos impostos pelas firmas para a contratação profissional corrobora o andamento da problemática.Uma vez que, de acordo com a Teoria Evolutiva de Charles Darwin, as espécies mais adaptadas e experientes ao meio são as que se perpetuarão na biosfera terrestre.Sob essa ótica,percebe-se que, grande parte das empresas brasileiras se análoga à tal afirmação,na medida em que,  a fim de garantir o bom funcionamento, procura contratar empregados que possuam mais experiência e idade no mercado de trabalho, contrariando a concepção Durkheimiana e,por conseguinte,influenciando na ocultação do jovem como meio seguro de contratação.Desse modo, com um mercado cada vez mais exigente, torna-se árdua a plena promoção do emprego entre os jovens.

Outrossim, a negligência do Estado é um dos principais fatores para a perpetuação do impasse.Isso porque, apesar do Artigo 7º da Constituição Federal assegurar o direto ao trabalho e suas vertentes,tal deliberação não acontece;haja vista que, dados do IPEA informam que 57% do jovens brasileiros ainda estão desempregados por mais de um ano, mostrando, a partir disso, a carência de investimentos em formação profissionalizante e a sua integração com o mercado de trabalho.Dessa maneira,com a passividade governamental, a precarização do emprego tende a evoluir.

Portanto,de acordo com os fatos supracitados,faz-se mister a atuação abrangente do Estado no combate do empecilho.Com isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério Público, deve ,a partir de políticas públicas, criar benefícios que induzam as empresas - estatais e privadas- a contratarem mais jovens promovendo uma remuneração ou diminuição na taxas de impostos norteando aumentar a empregabilidade juvenil.Não obstante,compete ao MEC, em parceria com as universidades, realizar programas e palestras as quais viabilizem uma maior qualificação e preparação atinente às demandas e desafios do mercado de trabalho atual,com o fito de preparar os púberes para a corrida trabalhista e adelgaçar o emprego informal.Por fim, tem-se um país onde a coesão harmônica de Durkheim poderá ser atingida.