As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/05/2019

Com o advento da segunda parte da Revolução Industrial o mercado de trabalho passou a exigir mão de obra qualificada. O que era realizado mecanicamente passou a ser exigido conhecimentos de tecnologias e interpretações prévias. Na era tecnológica a chamada geração Y, que navega por redes sociais, sites e tem facilidade com o mundo digital se deparam com o mundo do trabalho baseado em relações sociais que exige mais do que saber navegar ou operar maquinas, exige conhecimento prévio, boa comunicação, dedicação e preparo emocional, características que os jovens na maioria das vezes não conseguem desenvolver durante sua formação básica, tento dificuldades para ingressarem ao mercado de trabalho. Dessa forma, é cabível uma analise dos fatores que levam o jovem a essa carência.

Nessa ótica, a Lei de Diretrizes e Base de Educação (LDB), versa sobre educação profissão técnica de nível médio, sendo essa prática facultativa para o jovem. Embora disposto na LDB, escolas muitas vezes, não oferecem os cursos por falta de verbas, espaço adequado ou por má gestão profissional, sem orientações e estímulos, os jovens formam-se sem base para o mercado de trabalho, muitas vezes sem rumo profissional, ficando marginalizados pelo mercado de trabalho.

Por outro lado, o jovem que tem uma oportunidade de qualificação técnica no ensino médio ou superior pode não atingir o mercado de trabalho, pois, por falta de orientação profissional em relação ao curso escolhido, o mercado pode estar saturado em relação aquele curso ou o jovem não tem aptidão para trabalhar naquela área. Como exemplo pode-se citar situações em que o jovem ao terminar a educação básica, aos 17 anos, já ingressa em uma faculdade ou curso técnico, sem orientação ou aptidão para aquela profissão, acaba sendo forçado a terminar o curso, e quando tem que vivenciar a profissão acaba frustrado e tendo que iniciar um novo curso ou ir para o trabalho informal.

Portanto, fica clara a relação de dificuldade de ingresso ao mercado de trabalho do jovem brasileiro com sua formação básica, o negligênciamento da Lei, a falta de orientação e a imaturidade são fatores que tem aumentado essa precariedade em nosso país. Dessa forma, é necessário que haja uma fiscalização por parte dos órgãos de educação em relação aos cursos técnicos em nível médio nas escolas, e que o disposto seja cumprido, ou seja à oferta e oportunidade a esses cursos. Ademais, é essencial que as Escolas ofertem feiras de profissão, palestras e orientação durante a carreira escolar dos alunos, para que o jovem consiga vivenciar o mercado de trabalho e escolher a profissão a seguir.