As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 13/05/2019
Desde meados de 2013, a recessão econômica brasileira causa escassez nas oportunidades de emprego em todo o país. Entretanto, esse impasse tem resultado em um maior impacto entre os mais jovens, que, apesar de dominarem o campo tecnológico, ainda se encontram aquém das qualificações mínimas exigidas por empregadores. Isso nos permite inferir que, apesar da instabilidade econômica enfrentada atualmente, existe uma grande falha do Estado no que tange à capacitação educacional e profissional de seus estudantes para o ingresso no mercado de trabalho. Nesse sentido, cabe devida análise sobre suas possíveis causas e consequências ao cenário financeiro do Brasil.
Primeiramente, é possível observar que ao jovem brasileiro é proporcionado o currículo educacional básico, herdado dos antigos ideais republicanos que buscavam a “escolarização mínima da massa”, fato que explica décadas de ensino defasado e carente de inovações e investimentos governamentais. Ademais, segundo levantamento do IBOPE, as classes populares possuem menor índice de jovens que buscam por qualificações pós ensino médio. Esses, quando optam por dar prosseguimento à formação educacional, precisam de um emprego que custeie o curso ou graduação escolhidos e logo se deparam com a exigência de experiência profissional. Contudo, ironicamente não lhes é dada a oportunidade para que as adquiram, culminando em um ciclo injusto e que é desfavorável para a economia nacional.
Em segundo lugar, nos últimos anos a necessidade de gerar renda levou o jovem a integrar o número de desalentados e buscar oportunidades no trabalho informal. Corroborando essa perspectiva, a pesquisa revelada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que apenas no ano de 2019, cerca de 60% dos trabalhadores atuavam nesse meio e dentre estes, 42% eram jovens. Outrossim, essa onda acarretará em um futuro colapso no mercado de trabalho, pois cada vez menos jovens iniciam vínculos empregatícios na formalidade, havendo em sua maioria candidatos inaptos a ocuparem determinados cargos. Isso gera um impacto direto na economia e consequentemente no PIB do país. Logo, o mercado brasileiro se encontrará atrasado frente aos padrões internacionais.
De acordo com os fatores supracitados, é nítido que a geração atual enfrenta grandes dificuldades de ingresso no mercado de trabalho. Por esse motivo, faz-se imprescindível a atuação conjunta do Estado e escolas a partir da criação de um projeto pedagógico que vise realizar uma parceria com grandes empresas, de modo a fornecer cursos de capacitação profissional obrigatórios ao currículo educacional estudantil e avaliação prática com estágios remunerados, pagos pelas próprias empresas em troca de isenções fiscais por parte do Estado. Essas, forneceriam o curso completo com o fito de facilitar uma futura contratação e compreendendo o mesmo como experiência profissional curricular.