As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 16/05/2019
No governo de Getúlio Vargas da década de 30, vários foram os direitos conquistados pelo setor trabalhista, como a criação do salário mínimo, da carteira de trabalho e jornada de oito horas. Desde então, os trabalhadores receberam mais importância e, devido às transformações no mundo industrial e social, muitas relações no mercado empregatício mudaram. No entanto, os jovens atualmente ainda encontram muitos impasses, principalmente por causa da ansiedade e falta de especialização, que prejudicam a sua entrada no ramo de serviços.
Em primeiro lugar, é preciso compreender a relação da ansiedade para entender mais sobre o assunto. Zygmunt Bauman, um grande sociólogo e filósofo, em seu livro Medo Líquido, afirma que a ansiedade da sociedade contemporânea impulsa constantes desejos e inconstâncias em suas atitudes. Dessa forma, muitos jovens ansiosos que querem adentrar ao mercado de trabalho sentem frustração e medo, pois, quando não encontram o cargo exato que desejam ou não conseguem esperar por uma promoção, podem pedir demissão ou não aceitam outra oferta de trabalho. Assim, não conseguem adquirir experiência suficiente que a rede exige, aumentando o desemprego por essa parcela da população, que de acordo com dados do IBGE, só em 2018 já era superior que o dobro da taxa geral.
Ademais, a questão da qualificação é outra pauta importante a ser analisada. A Terceira Revolução Industrial, fenômeno que começou após a Segunda Guerra Mundial e que se estende até hoje, modernizou as indústrias, desbravou a robótica, empregou altas tecnologias e, principalmente, demandou de serviços especializados. Nesse sentido, a habilitação e e aperfeiçoamento foram requisitos da nova relação empregatícia. Entretanto, o jovem que saiu do ensino médio de forma despreparada para o mercado de trabalho sente muitas dificuldades devido, especialmente, à falta de compreensão sobre o assunto e oportunidades por parte de empresas privadas e políticas públicas governamentais. Deste modo, o problema da mão de obra tende a crescer e o desemprego também, pois, conforme o IBGE, já são mais de 11 milhões de jovens que não estudam e nem trabalham.
Portanto, visto que há impasses no que tange o ingresso dos jovens na rede de serviços, é preciso que o Ministério do Trabalho, em parceria com ONGs de cunho social e empresas privadas, crie uma política pública para os jovens de baixa renda ao projetar oficinas de especialização gratuitas em várias cidades brasileiras que possam oferecer diplomas e certificados em diversas áreas do mercado de trabalho. Além disso, as empresas privadas associadas que ofertarem apoio total no projeto e algumas vagas disponíveis para os jovens matriculados, ganharão subsídios governamentais. Assim, oferecendo oportunidades e conscientizando os jovens, os problemas poderão ser sanados.