As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/05/2019
Salário maior, plano de saúde e direito a previdência eram os privilégios daqueles poucos que no Brasil de 1960 concluíssem o ensino superior. Contudo, a universalização do ensino fez com que o jovem se tornasse gradualmente mais qualificado ingressando, portanto, mais tarde em um mercado cada vez mais exigente.
É perceptível que durante a formação escolar e acadêmica o estudante é ensinado que o sucesso está ligado a diferenciação como profissional, logo, visando os melhores cargos e salários, investem tempo e dinheiro em diversos cursos na busca de se destacar entre os demais. Todavia, esse processo cria irreais expectativas para a inserção no mercado, a pesquisa realizada pela CIA de Talentos, relata que cerca de 57% escolhem a graduação aspirando alcançar a posição de destaque em pelo menos 2 anos. Afim de atingir o almejado muitos rejeitam os cargos base e consequentemente ficam limitados pela falta de experiência trabalhando.
Concomitantemente, o Brasil passa por um crise econômica na qual as vagas de emprego diminuíram, por isso, diante de pessoas altamente qualificados e de jovens ainda no ensino médio as empresas disponibilizam poucas vagas para que esses tenham seu primeiro emprego e contrata preferencialmente aqueles os quais tenham experiência para cargos mais elevados. Nesse ciclo, os que nunca trabalharam tem 64% menos chance de conseguir um emprego do que os outros, dados de uma publicação no site Carta Capital.
Em vista disso, faz se necessário que o Ministério da Educação estabeleça, por intermédio da lei, a presença de psicólogos nas escolas e universidades para que os estudantes recebam orientação profissional com o fim de ingressarem no mercado de forma realista. Ademais, uma extensão de parcerias público-privada, para ampliação de vagas de emprego disponíveis em programas como Jovem Aprendiz, no intuito que cada vez mais jovens tenham contato e experiência trabalhando.