As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/05/2019

A Constituição Federal de 1998-Norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura o trabalho como um direito fundamental a todo cidadão. Hodiernamente, ao analisar à conjuntura econômica brasileira, nota-se que a população vem encarando uma problemática crise de desemprego, na qual, os jovens são os mais prejudicados. De acordo, com uma pesquisa feita pelo IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) 57% das pessoas entre 18 e 24 anos estão desempregadas há mais de um ano. Destarte, alguns fatores preponderantes contribuem para o aumento desse panorama, tal como a lacuna no preparo para as exigências do mercado de trabalho, como também a falta de oportunidades existentes.

Primeiramente é importante analisar as lacunas que há entre o governo e a comunicação com o mundo acadêmico e o mercado. Por vezes, os jovens não se adequam as exigências de qualificação colocadas pelo novo modelo produtivo. Com isso, as instituições de ensino exercem um papel fundamental no desenvolvimento das competências que são requeridas, no entanto, nota-se uma precariedade no que diz respeito a essa capacitação, onde não há uma atualização das políticas curriculares conforme os altos requisitos de contratação. Isto esta de acordo com a teoria sociológica de Zygmunt Bauman “Os tempos são líquidos porque tudo muda tão rapidamente’’, ou seja, a sociedade esta em constante alteração e há necessidade de todos os indivíduos adaptar-se.

Outro fator preponderante, é a falta de oportunidades ofertadas pelas empresas para os que estão no começo de carreira, onde muitos exigem dos candidatos algum tipo de prática prévia de trabalho. Com isso, percebe-se à prioridade por profissionais experientes no que tange ao exercício da profissão. De certo, há uma ausência de programas para a inserção de indivíduos no mercado, e esta é uma problemática alarmante, pois contribui para inaptidão dos jovens e acaba os desestimulando na procura de novas oportunidades. Segundo dados coletados pelo IBGE, 64% dos jovens que nunca trabalharam tem menos chances de conseguir emprego do que os que já trabalharam.

Fica evidente portanto, que o direito fundamental ao trabalho seja garantido como prevê a Constituição Federal de 1988. Diante disso, o Estado brasileiro, por intermédio de leis e políticas públicas analisadas com prioridade, deve promover melhorias por meio de projetos sociais com o MTE(Ministério do Trabalho e Emprego), que desenvolvam as potencialidades dos que estão em busca do primeiro trabalho, e os oriente acerca das reais competências que serão exigidas. Outrossim, compete ao Governo Federal investir em palestras ministradas por psicólogos e profissionais qualificados, aumentando, assim, as chances de alcançar a efetiva participação dos jovens na sociedade.