As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/05/2019
Desde o fenômeno da revolução francesa entende-se que a força resultante da mudança advém da capacidade de um se mobilizar com o problema do outro. No entanto, quando observarmos a dificuldade dos jovens no mercado de trabalho, verifica-se que essa força é constatada na teoria, seja pela inércia do Estado diante dos problemas, seja pela desunião da sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tais problemas para a sociedade.
É valido considerar antes de tudo o papel do Estado nessa problemática. John Locke em sua teoria do contrato social, nos diz que o homem deve abicar do sua liberdade em prol do Estado, pois esse lhe garantiria segurança e subsistência, entretanto, a realidade tem nos mostrado o contrário: insegurança, saúde precária, educação defasada e deficiência de empregos. Diante disso, é evidente que o governo não tem conseguido entregar o que é de sua competência, principalmente no que tange a emprego, pois a falta de investimentos que possibilite a melhora do mercado dificulta o surgimento de novas vagas piorando ainda mais o quadro de nosso país.
Ademais, é necessário destacar o importante papel da sociedade. Segundo o sociólogo Émile Durkheim a sociedade deve comportar-se como um organismo vivo, sendo esse organismo totalmente dependente de cada uma de suas partes e que devem agir de forma harmônica e coesa. Em análise a isso, é importante que os jovens tenham uma oportunidade inicial de trabalho, pois a taxa de jovens com até 25 anos que conseguem emprego é menor do que 25%, mesmo que esses tenham boa qualificação não são selecionados por falta de experiência. É nesse sentido que a visão e Durkheim deve ser analisada e seguida.
Fica evidente, portanto, que as dificuldades dos jovens no mercado de trabalho é um problema conjuntural. O governo federal deve criar em conjunto com os governos estaduais um conselho com o objetivo de discutir medidas eficazes para implementação de novos empregos, garantindo que surja em pouco anos novas vagas e que nossos jovens não fiquem desassistidos. Outrossim, a sociedade deve utilizar seu papel de agente fiscalizador por meio de toda população cobrando e reivindicando seus direitos para que com isso o estado não deixe de cumprir com suas obrigações visando, ainda, dar oportunidade principalmente àqueles que ainda não a tiveram. Talvez se seguirmos tais propostas possamos alcançar os ideia de Locke e Durkheim.