As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
Conforme o princípio da inércia, primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue e mude o seu percurso. Nesse sentido, verifica-se que, ao analisar-se a dificuldade da inserção de jovens no mercado de trabalho, fatores como a negligência do Estado e exigências do mercado de trabalho funcionam de forma análoga ao que se observa a lei de tal físico. Por isso, é necessário tomar medidas que alterem a perspectiva dessa problemática.
Primeiramente, vale ressaltar a ineficiência do governo ao colaborar com o desemprego. Isso acontece, pois, os recursos destinados à educação não são suficientes para desenvolver um ensino de qualidade que prepare os jovens desde a instrução secundária para o exigente mercado de trabalho, também, é imprescindível a necessidade da criação de programas que contribuam para inseri-los no meio laboral. De acordo com o contratualismo de John Locke, a sociedade possui direitos naturais e ao estabeleceram o pacto social colocam na autoridade política o dever de preservá-los, por isso, um governo que viola a lei estabelecida, torna-se ilegal. Por consequência, há um constate aumento do desemprego no Brasil, mostra pesquisa divulgada pelo IBGE ao afirmar que a população desocupada é de 13,1 milhões em fevereiro de 2019, um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período anterior.
Cabe mencionar, em segundo plano, as imposições do mercado de trabalho. Isto é, as empresas buscam candidatos que já tenham experiência profissional e qualificações na área, desse modo, acabam por não contratar pessoas com potenciais que vão muito além daquelas que efetivaram no cargo, justamente pelo custo e tempo gastos em prepará-los e treiná-los para as vagas oferecidas, e assim, deixam de ter um desenvolvimento acima do esperado. Dessa forma, ações são necessárias para alterar a trajetória inercial, prevista por Newton, das dificuldades no mercado de trabalho no Brasil.
Diante dos fatos supracitados, é imprescindível forçar a mudar o estado de repouso do problema através de medidas. Logo, cabe ao Estado remanejar recursos à educação e elaborar programas para inserir jovens no mercado de trabalho, por meio da análise das contas públicas, tornar o ensino como prioridade no país e desenvolver estratégias de qualificações profissionais gratuitas e empresas para início da experiência de trabalho, a fim de garantir os direitos da sociedade e atender ao bem público. Paralelamente, é dever do meio laboral agir de forma conjunta com as universidades, a partir de parcerias públicas e privadas que preparem os jovens para o mercado e busquem extrair todas as suas habilidades e talentos, com o objetivo de prepará-los para os desafios das organizações.