As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/05/2019

O aumento contínuo das dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho na sociedade brasileira é evidente. Tendo como vítimas jovens que não possuem experiência de emprego. Sendo relevante uma análise dos aspectos que corroboram com essa problemática trazida pela incompatibilidade da formação acadêmica com as vagas disponíveis no mercado e a procura por pessoas com experiência  com foco na produtividade.

A educação superior brasileira teve aumentos significativos nos últimos anos, com a facilidade de acesso dos estudantes às Universidades Públicas ou em Faculdades Particulares, porém as áreas mais procuradas nem sempre são condizentes com as vagas de emprego disponíveis para a realidade ou localidade daquele jovem recém-formado, tornando-o assim mais um na estatística do desemprego. Ocorre que muitas vezes áreas mais disputadas nem sempre são as que tem mais oportunidades e sim as de maior rentabilidade, tornando ainda mais alto os números de jovens fora do mercado de trabalho.

Outro problema constante é a procura por pessoas que já possuam experiência na área, visando a produtividade da empresa, pois no mercado moderno pensa que não se tem tempo a perder para ensinar novos funcionários a fazerem serviços necessários de acordo com a demanda da vaga disponível, sendo que na maioria dos casos a faixa etária que se deseja contratar esteja entre 18 a 24 anos, muito provável que só encontrem pessoas sem experiência para desempenhar as funções necessárias.

Tendo em vista as estatísticas crescentes do desemprego no Brasil, onde a maioria das vítimas estão na faixa etária de 18 a 24 anos, no caso os jovens, medidas podem ser tomadas, com a introdução de estágios obrigatórios dentro das formações acadêmicas, uma maior informação no que diz respeito sobre as atividades que devem ser desempenhadas por cada profissional e qual seu ramo de atuação, seja ele para a industria, comércio, educação as mais diversas áreas. Apostar também nos ensinos médio-técnicos, que é o responsável pela produção de mão de obra operacional, criando assim uma demanda específica para vagas mais carentes de trabalhadores.