As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/05/2019

A partir das Revoluções Industriais, nota-se a consolidação do sistema econômico capitalista, a qual fomentou o desenvolvimento da sociedade de consumo. Nesse sentido, observa-se que, no Brasil, os hábitos de consumo consciente estão cada vez menores, e isso é preocupante, pois, além de implicar no contexto social, tal postura também exerce influência no eixo ambiental. Desse modo, convém detalhar a causa, os efeitos e uma possível medida para reverter esse cenário. A princípio, cabe pontuar que, segundo o escritor George Orwell, a população tende a seguir as tendências e as práticas ditadas pela mídia. Assim, fica clara a relação desse setor com a problemática, haja vista que, como ele é controlado por empresas e políticas demasiadamente capitalistas, sua principal função é prender a atenção do consumidor e estimulá-lo à compra. Com base na ótica neurocientífica, os recursos persuasivos que envolvem aspectos emocionais são os mais eficazes e, logo, os mais utilizados pela indústria midiática, pois, geralmente, induzem a associação da felicidade à ação de comprar. Tais meios precisam ser revisados, em razão de serem constantemente manipulados, a fim de atrair o consumidor, geram uma falsa sensação de liberdade de escolha e tornam as práticas de consumo cada vez mais inconscientes. Ademais, embora represente uma estratégia para inúmeras empresas, o estímulo ao consumo excessivo, principalmente de produtos que demandam muitos recursos naturais, é insustentável. Por esse ângulo, consoante ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, a humanidade tem consumido cerca de 70% a mais dos bens naturais do que a natureza é capaz de repor. De acordo com ambientalistas, caso esse quadro não seja revertido, no final do século XXI, a população irá sofrer com a escassez desses recursos. Sendo assim, é imprescindível a tomada de medidas estatais, com intuito de inviabilizar a ocorrência desse episódio. Infere-se, portanto, que, para reverter esse panorama, mediações são necessárias. Em função disso, cabe ao Ministério das Comunicações, por meio de órgãos suplementares, aprimorar a gestão e a regulamentação dos anúncios e estratégias do setor midiático, por intermédio da implementação de um regulamento nacional de normas éticas para os anúncios físicos e digitais, que contemple as táticas permitidas de propagandas e cabíveis sanções a quem não cumprir. Tal ação deve ser tomada com o objetivo de conquistar uma cadeia produtiva e de consumo mais íntegra e clara. Destarte, o corpo social será beneficiado e o cenário de gastos inconscientes, paulatinamente, revertido.