As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 18/05/2019

Segundo dados do IBGE 11 milhões de brasileiros com idades entre 11 e 29 anos não estudam e nem trabalham. Por conseguinte, estes números são resultado da desigualdade de oportunidades distribuídas aos jovens, dificultando o acesso ao trabalho e educação. Dessa forma, o desenvolvimento de políticas para alavancar a trajetória desses jovens é imprescindível, uma vez que, o número de jovens ociosos é alto; sobretudo diante do envelhecimento da população do país.

Adiante, é visto que a oferta de educação de qualidade nas escolas e universidades garantem maiores chances de entrar no mercado de trabalho. Porém, quando o jovem não teve nem o ensino básico de qualidade e ainda não conseguiu entrar na faculdade e também não teve acesso a cursos seja de idiomas ou de especialização terão as suas perspectivas de arranjar um emprego drasticamente reduzidas. Assim, nas entrevistas de emprego dificilmente esse perfil de candidato se adequará ás exigências da empresa, e provavelmente em seu lugar será escolhido alguém com mais experiência e qualificação.

Além disso, as dificuldades se tornam mais profundas quando se operam recortes de renda, cor da pele, região de moradia e sexo. Nesse sentido, a maioria deles não dispõe dos suportes necessários para que sigam com tranquilidade pela etapa da juventude e consequentemente ampliem seus graus de independência ruma à vida adulta. Ademais, o déficit na oferta de empregos de qualidade aliado a fatores como pobreza, violência e falta de apoio familiar desanimam a juventude que se encontra nessa condições à buscar vagas de emprego que exijam maior qualificação, fazendo com que estes sejam impulsionados na direção do trabalho informal.

Em suma, é visto que as oportunidades de oferta de trabalho para jovens no mercado de trabalho formal estão distribuídas de forma desigual, e isso deve ser reparado. Primeiramente, sabendo que o acesso à educação abre portas para a conquista do primeiro emprego, urge a necessidade de ampliar esse serviço à comunidade, assim cabe ao Ministério da Educação ampliar o número de universidades públicas no país e dar continuidade ao programa de cotas. Além disso, para dar a oportunidade de um currículo mais completo, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Trabalho devem oferecer cursos de idiomas e especialização para aqueles que não podem pagar. Além do mais, instituições públicas por meio de projetos sociais com o Ministério do Trabalho com o intuito de abrir editais para a contratação de jovens - aplicando o sistema de cota nesses editais- que trabalharão e adquirirão experiência através da supervisão de um funcionário efetivo. Dessa forma, o Brasil possibilitará aos seus jovens um efetivo engajamento na sociedade.