As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/05/2019

“Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar, o cara me pede diploma, num tenho diploma, não pude estudar”. A letra da música, “Até Quando?” do artista Gabriel, o Pensador retrata o quadro brasileiro atual. Dessa maneira, o cenário não favorável para avanço econômico do exigente mercado de trabalho, é caracterizado por falta de instrução para o jovem recém formado no ensino médio e pelas condições desgastantes que a maioria da população enfrenta para ter um diploma.

É válido ressaltar, que existe uma pressão exercida sobre o jovem que acaba de sair do colégio, assim como a física já explicava, uma força aplicada sobre uma área, de forma conotativa associa-se à necessidade de alcançar novos degraus como faculdade, estágio e uma vida financeira de sucesso imediata. No entanto, nessa escada de realizações e no rompante do ato muitos brasileiros, optam pelo curso mais requisitado no mercado de trabalho durante aquele período, e deparam com uma realidade totalmente adversa do imaginário de uma vida acadêmica. Assim, frustrados muitos trancam a graduação, ou mesmo esgotam-se tentando sempre encontrar o curso o qual de fato tenham vocação, o que leva ao atraso para o mercado de trabalho formal.

Cabe também mencionar, que a falta de emprego é estrutural principalmente no quadro econômico em que o país encontra-se. Hoje, a necessidade de um diploma faz-se necessário para um salário melhor. No entanto, essa não é a realidade da nação brasileira em que muitas pessoas precisam optar por fazer faculdade e ficar na dependência de terceiros ou receber um salário ainda que pouco, mas que auxilie nas contas mensais da família. Outrossim, não munidos de oportunidades, a grande massa brasileira enfrenta um “Apartheid Social”, destinados a não ascensão econômica por parte do capitalismo selvagem e da concentração de bens.

Fica claro, portanto que essa problemática vem acompanhado a realidade nacional e por isso deve ser combatida. Para tanto, é necessário que o MEC junto com os colégios elaborem oficinas profissionais, com trabalhadores reais de cada profissão, os quais explicitem salários, benefícios, cargas horárias, dificuldades e afins, para que o jovem tenha contato com essa realidade e saiba escolher de forma consciente sua futura profissão. Cabe também, ao novo Governo uma boa administração, não cortando os investimentos na educação, mas abrindo projetos para empresas privatizadas comprarem a tecnologia desenvolvidas nos campus universitários, para que mais dinheiro entre e mais jovens sejam beneficiados com esse direito legal de uma educação de qualidade e futuramente qualificação para entrar no mercado de trabalho. Desse modo, tratando causas e minimizando efeitos é poderemos ver o povo brasileiro ativo economicamente mais uma vez.