As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 10/05/2019

De acordo com Zygmund Bauman em sua obra Modernidade Líquida, os indivíduos necessitam está inseridos em algum setor econômico para o fortalecimento dos seus princípios. Entretanto, uma parte dos jovens encontram-se distantes da realidade descrita pelo autor devido aos índices de desemprego, o que se deve a dois fatores: o despreparo para o mundo do trabalho e a inexistência de vagas aos que aspiram pelo primeiro emprego. Logo, medidas pelos agentes adequados, por meio da utilização de um olhar crítico e reflexivo, urgem ser tomadas em busca de mitigar essa problemática.

Em primeiro lugar, nota-se a ausência de qualificação profissional como uma vertente que sustenta o problema. Tal prerrogativa, baseia-se no componente curricular atual das escolas públicas e privadas que adotam uma metodologia voltada, exclusivamente, a preparação de alunos para o ingresso no vestibular. Assim, por não serem ofertados cursos profissionalizantes aos discentes, no ensino médio, para os  que almejam um emprego, tais jovens não conseguem oportunidade de emprego após concluírem seu ciclo escolar. Como consequência, 33,9% dos jovens encontram-se desocupados, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Além disso, a preferência de contratação de funcionários com mais experiência pelas empresas, dificulta o ingresso dos jovens na economia. Isso porque  como uma estratégia de diminuir as despesas financeiras, grande parte das corporações não investem em cursos de capacitação profissional aos funcionários. Dessa forma, as empresas passaram a recontratar antigos trabalhadores para não ser preciso investir em qualificação. Prova disso, é de acordo com a PIA (População em Idade Ativa), que 11% dos empregados brasileiros ativos, são aposentados. Logo, as empresas deixam de ofertar oportunidades de empregos para novos funcionários.

É preciso, portanto, mudar esse cenário. Para isso, o MEC (Ministério da Educação) deve inserir na grade curricular dos alunos do ensino médio a opção - extra curricular - de cursos profissionalizantes, a exemplo, de informática, a fim de que os jovens contenham uma qualificação e possam ingressar no mercado de trabalho. Outrossim, o Ministério do Trabalho precisa promover políticas de incentivo fiscal, como a redução de impostos, às corporações que contenham programas de capacitação e cursos para novos funcionários, com o intuito de renovar o quadro de empregados. Só assim, será possível inserir os indivíduos como pressupõe Zygmund Bauman.