As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/05/2019
Segundo o sociólogo Max Weber - em seu livo “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” -, a Reforma Protestante, ocorrida nos séculos XVI e XVII, promoveu o desenvolvimento das relações capitalistas modernas. Dessa forma, eclodiu, nas sociedades ocidentais, um processo de racionalização da vida em prol do lucro, o qual torna o mercado de trabalho altamente competitivo. Nesse sentido, a evasão escolar e a crise econômica atual fomentam as dificuldades dos jovens de ingressarem em um ramo de atividades trabalhistas. Fatos como esses demonstram a ineficiência ou inexistência de políticas públicas voltadas ao tema e evidenciam a necessidade de se discutir acerca da problemática.
É importante pontuar, de início, que o abandono das instituições de ensino, por parte de juvenis, dificulta a entrada no mercado de trabalho. Dessarte, o colégio, ao não dialogar com as competências não cognitivas dos alunos, cria condições para que o jovem, com baixo interesse acadêmico, se distancie do educandário. Ademais, o filósofo Aristóteles, em seu livro “Metafísica”, define que, por meio da causa Eficiente, todo ser precisa de um canal para que suas potencialidades sejam transformadas em ato concreto. Dessa maneira, o filósofo John Locke, mediante a assertiva de que “o homem é uma tábula rasa e todo processo do conhecer, do saber e do agir é adquirido pela experiência”, reforça a necessidade da escola, onde a maior parte da infância é vivenciada, fomentar a evolução do aluno.
Ainda, é importante pontuar que a instabilidade financeira existente no Brasil enreda a entrada de jovens no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, a inadimplência de 41% da população adulta brasileira, segundo dados da “Folha de S. Paulo”, provoca o subconsumo. Por conseguinte, o decréscimo na demanda por produtos retrai a produção das empresas, que, porquanto, travam a absorção de mão de obra. Desse modo, é indubitável que o desemprego conjuntural afeta, primordialmente, os jovens.
Por tudo isso, faz-se necessário que haja uma mobilização da sociedade com vistas a diminuir os problemas relacionados ao tema. Para tanto, as escolas devem trabalhar o desenvolvimento das capacidades não intelectivas dos alunos, como organização e capacidade de trabalhar em grupo, por intermédio da realização de trabalhos em equipes, promoção de palestras sobre o assunto, a fim de reduzir a evasão escolar e tornar os jovens mais aptos a ingressarem no mercado de trabalho. Além disso, o Sistema Executivo juntamente com o Legislativo devem promover mudanças que permitem cortar despesas, promover melhor distribuição de renda a setores que gerem empregos, por meio da aprovação de emendas constitucionais em órgãos afins, para solucionar a crise econômica explícita no Brasil.