As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/05/2019
Desde a Revolução Industrial, no século XVIII, com o aparecimento massivo das indústrias e a substituição da mão de obra artesanal pelo trabalho assalariado, com predomínio de máquinas, houve um aumento significativo no setor empregatício. No entanto, com o advento da tecnologia da informação o mercado vem ficando cada vez mais exigente e concorrido, principalmente entre a população jovem, o que resulta em dificuldades para ingressar no mercado e no aumento do desemprego.
É indubitável que a questão educacional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo Karl Marx, sociólogo e economista alemão, a força do trabalho é a principal mercadoria do sistema capitalista e o quantitativo de indivíduos dispostos a vender sua capacidade representa a população ativa de uma sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, diante do atual panorama econômico, a população encara uma crise de desemprego, cujas maiores vítimas são os jovens, isso porque o sistema de ensino não prepara os mesmos de acordo com as exigências do mercado de trabalho, não oferecem cursos técnicos ou até mesmo disciplinas que os instruam. Tendo em vista que, uma das principais exigências das empresas tem sido a experiência em nível básico ou superior.
Outrossim, destaca-se a inadequação e falta de competências emocionais da atual geração às exigências do trabalho como impulsionadora do problema. De acordo com o sociólogo Polonês Zygmunt Bauman a denominada “geração Z” , nascida entre a década de 90 e início dos anos dois mil, está imersa em uma modernidade líquida, em que a efemeridade das relações interpessoais e o individualismo exacerbado instauram um quadro de instabilidade e fragilidade emocional, gerado pela ausência de perspectivas, afinal há um estado permanente de mudança, o que torna o futuro incerto. Sabendo que, tal geração também é uma das mais preparadas e informadas em termos tecnológicos, porém, não se encaixam ao modelo ainda estabelecido pelo mercado formal.
Portanto, torna-se evidente que, ainda há entraves para garantir a solidificação de um mundo melhor. Destarte, o governo em parceria com o poder executivo deve investir na criação de estágios remunerados e cursos técnicos, com o intuito de instruir a população e aprimorar suas experiências. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e estas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC), deve instituir nas escolas disciplinas que aproximem os jovens do mercado de trabalho e os direcionem para diferentes setores, com base em suas qualidades e eficiências, a fim de prepara e diminuir a taxa de desemprego entre a juventude.