As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 16/05/2019

Durante o ano de 2008, iniciou-se uma enorme crise financeira, que assolou grande parte do planeta. Devido a esta mazela, a dificuldade de ingresso no mercado de trabalho cresceu de maneira exorbitante, principalmente para os mais jovens. Entretanto, estre problema perpetua-se até a contemporaneidade, proveniente da Globalização e da precária educação.

Em um primeiro plano, é possível perceber que a Globalização intensifica as dificuldades de jovens ingressarem no mercado de trabalho. Na segunda metade do século XX, ocorreu a Revolução Técnico-científico-informacional, que permitiu um enorme desenvolvimento dos meios de comunicação e, por conseguinte, o aumento da integração mundial. A partir desta evolução tecnológica, os indivíduos puderam procurar emprego fora de seu estado ou país, o que gerou o crescimento da concorrência por vagas em empresas e, consequentemente, maiores exigências por parte dos contratantes. Dessa forma, o desenvolvimento mundial acentuou o problema de empregabilidade juvenil, visto que poucos cidadãos desta faixa etária atendem aos requisitos.

Outrossim, vale destacar que a precária educação perpetua a redução da quantidade de vagas de empregos para jovens. O filósofo Paulo Freire, em sua obra “A pedagogia do oprimido”, afirma que existe dois tipos de didática, aquela na qual o aluno apenas absorve o conteúdo e outra que realmente gera a compreensão do que é ensinado por parte do educando. Analogamente à tese, verifica-se que o primeiro modelo é o que prevalece no mundo e, por isso, o indivíduo não é adequadamente preparado e não sabe aplicar o que aprendeu. Sendo assim, o ensino deficitário forma um adolescente incapacitado, que não atende às exigências das empresas.

Torna-se evidente, portanto, a importância de se combater as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de mudanças na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprimorar práticas pedagógicas e tornar obrigatório a ocorrência das feiras de profissões, para valorizar o verdadeiro preparo do indivíduo e a demonstração do funcionamento de cada carreira, com o objetivo de aumentar a qualificação dos educandos para o labor. Dessa forma, a sociedade tornar-se-á mais desenvolvida, a fim de afastar-se dos altos índices de desemprego juvenil gerados pela crise mundial de 2008.