As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
No clássico mundial “Admirável Mundo Novo”, livro do escritor inglês Aldous Huxley, o leitor se depara com uma sociedade extremamente organizada, de modo que cada cidadão possui um emprego e a sua função. Entretanto, na contemporaneidade é evidente as dificuldades para garantir aos indivíduos - em especial os jovens - a inserção no mercado de trabalho, devido ao preconceito existente e a sublime concorrência.
Em primeira análise, um entrave é a mentalidade retrógrada de grande parte das empresas para admissão de jovens, na medida que os consideram inexperientes. Tal atitude é exemplificada pelos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que mostram como o desemprego entre jovens está três vezes maior que entre as demais classes trabalhadoras. Dessa forma, esse cenário reflete impasses para o estabelecimento e formação profissional de uma juventude ávida por melhores condições de vida.
Concomitantemente a essa dimensão estrutural, a concorrência juvenil no âmbito laboral é clara, na medida que a especialização e qualificação é fator preponderante para ingressão juvenil no âmbito laboral. Sob esse viés, os obstáculos enfrentados pelos indivíduos na busca de um cargo com carteira assinada faz com que muitos optem pelo emprego informal.
Embora seja prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - o direito ao trabalho e à proteção contra o desemprego, essa não se efetiva em suas diretrizes. Nota-se na inobservância estatal, uma vez que o governo nem sempre cobra das firmas o incremento dos jovens para o aperfeiçoamento e prática no ambiente de trabalho.
Destarte, urge a necessidade da atuação do Ministério do Trabalho e Emprego por meio de parcerias público-privadas, visando a contratação de jovens, sob supervisão de um funcionário efetivo, para transmitir-lhes dicas e conhecimentos. Assim, possibilitará aos jovens um efetivo engajamento na sociedade, levando à maior inclusão.