As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 16/05/2019
“Os jovens não teriam alcançado altos índices de desemprego se, repetidas vezes, não tivessem tentado uma formação educacional que os preparassem antecipadamente para as exigências do mercado de trabalho”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que o ingresso no mercado de trabalho, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de ingressar os jovens no mercado de trabalho pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, a falta de competências tanto emocionais quanto acadêmicas relacionadas ao ambiente de trabalho se deve a ausência de comprometimento das escolas/colégios, exceto as que já apresentam a formação técnica no currículo dos alunos, para com os alunos interessados interessados em ingressar no mercado de trabalho logo após os estudos, ou seja, os jovens por não apresentarem experiências no ambiente de trabalho sofrem mais com os índices de desemprego por apresentarem mais dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Convém ainda ressaltar que estes índices e dificuldades crescem a medida que a idade da pessoa retrocede, haja vista que, segundo a IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), a taxa de desemprego total é de 5,13% para pessoas entre 25 e 65 anos, enquanto a taxa de desemprego total é de 16,22% para pessoas entre 15 e 24 anos.
Paradoxalmente, o Brasil, visto como acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão, deixa a desejar no que se refere ao ingresso dos jovens no mercado de trabalho, tendo em vista que, segundo a IPEA, cerca de 57% dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados há mais de um ano, além disso, a faixa etária dos jovens é considerada a maior vítima das ondas de desemprego.
As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, portanto, devem ser enfrentadas com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas/colégios municipais e psicólogos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio não só de palestras educacionais como também mudanças na base curricular dos alunos adicionando disciplinas que não só preparem os alunos como também desenvolvam as devidas competências necessárias para o ingresso no mercado de trabalho, além de visitações aos futuros empregos de cada aluno afim deles conseguirem, progressivamente, ser inseridos no mercado de trabalho, sendo que esses projetos seriam reimplementados anualmente para que os tornem uma prática cotidiana nas escolas/colégios brasileiros.