As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 07/05/2019
Devido ao surgimento do modelo de produção toyotista, houve um investimento por parte das empresas na multifuncionalidade de seus funcionários, para que estes se tornassem aptos ao novo padrão de trabalho. Em contraposição ao Toyotismo, o atual contexto brasileiro enfrenta empecilhos nas condições de trabalho para o jovens, como a falta de capacitação e também a ausência de engajamento das instituições para desenvolvê-los. Dessa forma, torna-se necessária a implementação de medidas que resolvam tais problemáticas.
Em primeiro plano, a evolução da tecnologia dificulta o desenvolvimento de aptidões dos jovens. A esse respeito, devido à Revolução Industrial, os processos tecnológicos — como a automatização e a robotização — exigiram que os profissionais se tornassem atrelados e adaptáveis à essas novas transformações. No entanto, comparando-se ao cenário brasileiro, a adequação dos jovens nesses métodos é um grande desafio, uma vez que estes precisam de cursos especializados, assim como de orientação técnica e educacional. Com isso, será muito mais árduo para a juventude desenvolver as competências necessárias, a fim de evoluir em paralelo com o mercado de trabalho.
De outra parte, as organizações corporativas não buscam flexibilizar os perfis das vagas de emprego. Nesse contexto, as oportunidades de ingresso nas empresas são mais rígidas e acessíveis apenas aos candidatos que possuem uma maior experiência. Tal fato é exemplificado por Jacques Meir — Diretor do Centro de Inteligência Padrão (CIP) — que associou o desemprego dos jovens à inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado exige. À vista disso, faz-se necessário que estes busquem novas formas de atributos, para que consigam se destacar entre os demais requerentes e adentrarem no mundo corporativo.
É evidente, portanto, que existem dificuldades na inserção dos jovens brasileiros ao mercado de trabalho. Dessa maneira, é necessário que o Orçamento Público destine uma maior parcela dos impostos ao Ministério da Educação, para que este desenvolva, nas escolas, ambientes tecnológicos com profissionais capacitados nesse âmbito, a fim de que os alunos tenham um maior conhecimento sobre os fundamentos básicos de informática e tecnologia. Ademais, o Ministério da Educação deve instaurar na grade curricular das escolas de Ensino Médio, cursos técnicos profissionalizantes optativos, a fim de que os jovens possam qualificar-se, desde a escola, para o mercado de trabalho.