As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/05/2019

Segundo Émile Durkheim, a educação tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança estados físicos e morais requeridos pela sociedade política em seu conjunto. Nesse sentido, infere-se a importância do processo educativo consistente para a formação de jovens futuramente aptos a ingressar no mercado de trabalho.  Todavia, a  deficiência do sistema em formar jovens experientes, críticos e analíticos e o distanciamento entre as faculdades e empresas durante o período universitário do indivíduo acarretam dificuldades durante a busca do “emprego dos sonhos”.

De fato, o processo de aprendizagem de base brasileiro é deficitário. Conforme as ideias de Paulo Freyre, a educação é um agente transformador de pessoas, e estas, do mundo. Contudo, as crianças não são estimuladas a quererem aprender, além de participarem de uma trajetória acadêmica de “robotização” - na qual elas são obrigadas a estudar apenas certo conteúdo formal para passar de ano. Outrossim, as escolas não possuem programas que estimulem o pensamento criativo, crítico e analítico dos alunos, o que geram a  formação de jovens alienados e sem conhecimento do mundo político em que vivem. Consequentemente, o estudante entra na universidade com poucos saberes que o destaca e, embora adquira um diploma no final do curso, permanece sem convicção de que aprendeu o suficiente para adentrar seguramente no mercado de trabalho.

Ademais, é inegável que exista um afastamento das empresas e das universidades durante a trajetória acadêmica. Em tese, as faculdades ensinam aos alunos artifícios que o garantem sucesso do mercado de trabalho; entretanto, a falta de projetos e oportunidades oferecidas por empresas aos estudantes acarreta impossibilidades de contratação por falta de experiência laboral. Além disso, os jovens, em busca de trabalho, perdem sua vaga para pessoas experientes na área. Assim, a falta de contato do universitário com situações e questões que realmente ocorrem na vida de um trabalhador, o tornam menos experiente e capacitado para conseguir o emprego almejado.

Em síntese, cabe às instituições de ensino, com proatividade, o papel de incentivar os estudantes a quererem, de fato, conhecer o mundo em que vivem por meio de palestras elucidativas e projetos de grupo que instigam o pensamento criativo,crítico e analítico. Ainda mais, o  Governo Federal, deve investir nas Empresas Júnior - associações civis sem fins lucrativos, formadas e geridas por alunos de um curso superior- com o objetivo de fomentar o aprendizado prático do universitário em sua área de atuação e aproximar o mercado de trabalho  dos próprios acadêmicos. Sem dúvida, para que ideia de educação de Durkheim seja legitimada, fundações educativas governamentais devem agir em prol de capacitar os jovens para alcançarem seu emprego desejado.