As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 12/05/2019
Segundo uma pesquisa apresentada pelo Jornal O Globo, atualmente, em média, o cidadão brasileiro consegue o seu primeiro emprego de carteira assinada apenas com vinte e oito anos. Nesse contexto, percebe-se a dificuldade do jovem contemporâneo em entrar no mercado de trabalho, diante do cenário de crise e recessão econômica no Brasil. Seja pela falta de qualificação, seja pela enorme competição para poucas oportunidades, o indivíduo moderno tem sofrido com o desemprego.
É fato que o mercado de trabalho, progressivamente, exige dos indivíduos mais perícia nas áreas que atuam. No entanto, observa-se que no Brasil, tal premissa está desfigurada, visto que majoritariamente, a população brasileira não possui ensino superior completo, o que faz com que o sujeito possua capital cultural - termo cunhado por Pierre Bourdieu- limitado e insuficiente, complicando o início da sua laboração. Por conseguinte, nota-se o aumento da quantidade de serviços informais.
Ademais, verifica-se que a oferta de emprego é significativamente menor que a procura. Tal conjuntura se dá pelo aumento do custo de manter um empregado e os pré requisitos mais rigorosos para ser contratado pelas empresas. Diante disso, a seleção é mais pontual e disputada pelos candidatos, desencadeando a obrigação destes possuírem o máximo de experiência e, frequentemente, de se submeterem a cargas horárias extensas e pouco saudáveis.
Portanto, é de extrema relevância que o Estado tome providências para facilitar a introdução do jovem na atividade profissional. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação e Cultura investir, por meio de verbas governamentais, na transformação da educação básica brasileira, tendo como base as atuais reinvindicações que o mercado de trabalho demanda, promovendo palestras de especialistas sobre o tema e aulas práticas que simulem diferentes profissões, a fim de ampliar a rede epistemológica dos indivíduos e torná-los, futuramente, profissionais mais qualificados. Assim, a ingressão na economia pela geração hodierna será acelerada.