As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 15/05/2019
A contradição de oportunidades e a exigência de experiência profissional.
Num país afundado em crise econômica, cuja economia avança lentamente, o Brasil continua a carregar o indesejável desemprego. Os jovens são os mais afetados por tamanha insegurança Estatal, a qual permanece portando em uma das suas principais problemáticas, a dificuldade daqueles em conseguir o tão desejado emprego a fim de conquistar uma fonte de renda básica ou apenas complementar.
O grande anseio pelo labor de tal classe etária não é o emprego dos sonhos. Ao invés disso, e ao contrário do generalismo de já quererem altos cargos e salários , os jovens só esperam por uma oportunidade de ingressar em sua área de interesse. Dessa forma, a simples chance de, por exemplo, um estudante de Ciências Contábeis conseguir um estágio de Contabilidade em uma empresa qualquer, já se dá não pela autorrealização profissional, mas por um contentamento momentâneo de começo de carreira e um sentimento de motivação para permear-se na mesma.
No entanto, sabe-se que o desemprego no Brasil de jovens entre 15 a 24 anos chega a ser 3 vezes maior do que pessoas acima dessa idade. A partir desse dado, é importante mencionar que o problema é ainda maior para aqueles que nunca trabalharam, isso acontece porque empresas requerem um alto nível qualificação e principalmente experiência profissional. Todavia, o ingresso de jovens no mercado de trabalho se apresenta para alguns como uma tarefa quase impossível, fazendo com que jovens optem por aceitar tarefas aquém de sua capacidade, e perdendo sua perspectiva de carreira, por não saberem quando e se irão conseguir atuar em sua área de capacitação.
Contudo, o desemprego de jovens e adultos deve ser primordialmente combatido através de medidas propostas pelo governo, e a persistência daqueles em se qualificar para conseguir uma experiência profissional. Tais medidas governamentais devem ser calcadas em investimento na infraestrutura econômica e produtiva, por exemplo, diminuindo os encargos trabalhistas, para possibilitar uma maior contratação por parte das empresas. Ademais, deve-se atrair investimentos de multinacionais, ganhando o interesse dessas na implementação de sedes no Estado Brasileiro. Dessa forma, seria possível uma maior amplitude de oportunidades profissionais no país, possibilitando o ingresso de jovens, os mais afetados pelo desemprego, e adultos para um possível ingresso ou continuidade no mercado de trabalho.