As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 03/11/2019
O sistema educacional brasileiro encontra-se deficitário na atualidade devido a péssima gestão dos recursos públicos, algo que dificulta o ingresso de jovens no mercado de trabalho e aumenta os índices de pobreza no pais. Dessa forma, tornam-se necessárias intervenções estatais em tal questão.
Dados expostos pelo IBGE indicam um severo aumento no índice de desemprego nos últimos anos, cerca de 11 milhões de desempregados em 2018, fato preocupante em uma sociedade com um mercado extremamente competitivo e cujo a causa está diretamente relacionada a capacitação estudantil. Tendo em vista essa mazela, torna se imprescindível uma análise da qualidade da educação oferecida nas instituições de ensino, que segundo avaliações internacionais como o exame do PISA, para averiguar a aprendizagem dos discentes do ensino médio, ocupa uma das ultimas posições em estudos feitos com mais de 70 países. Esse contexto foi provocado de forma gradativa através de uma má política orçamentaria feita em governos anteriores, já que as verbas direcionadas para o ensino superior são quatro vezes maiores do que as direcionadas para o ensino básico, segundo pesquisas do OCDE e dados do Portal da Transparência.
Desse modo, percebe-se a necessidade de uma nova divisão de verbas na área educacional, que possa alcançar o ensino publico de forma igualitária. Além disso, uma valorização da formação técnica também poderá contribuir com a ampliação de oportunidades de trabalho para os jovens, já que esta área tem sido negligenciada segundo o pronunciamento do ministro de educação Abraham Weintraub, abrindo margem para preconceitos da população voltados a viabilidade de tal formação em comparação à formações de nível superior. Algo que deve ser combatido de forma efetiva, devido a importância do ensino técnico para a dinamização do mercado de trabalho.
Portanto, deve ser estabelecida uma reforma orçamentaria pelo MEC, por meio de pressões das mídias independentes para a implementação dessa medida, objetivando diminuir a disparidade entre as verbas disponibilizadas para o ensino superior e básico, promovendo assim uma melhor infraestrutura educacional para que os discentes tenham uma boa base de ensino, algo que melhorará a futura capacitação profissional dos jovens estudantes. O governo federal também poderia incentivar a formação técnica mediante propostas de lei que possibilitem parcerias entre essa instituições de ensino e o setor privado, visando divulgar o setor e investir em profissionais para mercados em ascensão.