As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 08/06/2019
Era muito comum durante a Revolução Industrial crianças e jovens deixarem de estudar para realizarem trabalhos fabril. No entanto, mesmo com os avanços de tal movimento para o trabalhador, observamos que há no Brasil uma grande taxa de desemprego entre a população jovem. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado de trabalho exige.
Primeiramente, vale destacar que tem razão o educador brasileiro Paulo Freire ao afirmar que necessitamos de uma educação para decisão, para uma responsabilidade social explícita, sem no entanto, negarmos o seu papel instrumental. Contudo, no Brasil o atual sistema educacional, vem cada vez mais adotando métodos arcaicos que mecanizam o ensino. O filósofo chinês Confúcio, distante do atual cenário, já havia confirmado os métodos negligentes usados como forma de retenção de conhecimento, defendendo que ao reprovar um aluno cria-se um estresse desnecessário. Outrossim, de acordo com o jornal “Carta Capital” a demanda por jovens altamente qualificados em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, perde espaço para o trabalho de baixa habilidade. Consoante a isso, o mercado de trabalho busca profissionais com experiência e, a escola foge desse viés, visto que, na faculdade o aluno não tem muitas aulas práticas.
Sendo assim, para que os jovens tenham mais oportunidades no mercado de trabalho, o Ministério da Educação (MEC), apoiado pelo governo, deve desenvolver uma nova grade curricular para todas as universidades públicas e privadas do país que inclua mais aulas práticas. Nessa perspectiva, os empresários devem criar projetos em suas empresas para incentivo ao primeiro emprego, por meio de doações de recursos financeiros para melhor fomento e integração ás práticas adotadas pelo MEC. Com isso teremos a curto prazo uma melhor adequação acadêmica dos jovens brasileiros ao mercado de trabalho.