As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/06/2019

A histórica crise de 1929 levou o  mundo pós- Primeira Guerra a uma profunda desestrutura dos serviços públicos e,a níveis de desemprego estratosféricos.Paralelamente a esse evento,o cenário brasileiro de recessão econômica agrava os obstáculos para a inserção do jovem no mercado de trabalho.Tal dificuldade vem sendo acirrada pela qualificação deficitária da juventude brasileira e pela emergente Revolução Tecnológica.

Segundo dados do IBGE,apenas 47% da parcela da população com mais de 25 anos concluiu o ensino médio.Sob essa ótica,as consequências da crise atingem principalmente a juventude menos abastada,que se vê pressionada a ajudar a complementar a renda familiar,mesmo sem uma qualificação formal satisfatória.Por conseguinte,o resultado dessa conjuntura é o despreparo do ingressante para assumir tarefas de maior complexidade e agregar valor a sua força de trabalho.

Ademais,com a expansão dos efeitos da Quarta Revolução Industrial,entre eles o crescente advento de novas tecnologias ,a mão de obra qualificada é uma demanda que cresce exponencialmente.Dessa forma,o jovem enfrenta desafios para adquirir espaço num ambiente globalizado movido a produtividade associada intrinsecamente a experiencia.Com isso, o que se observa são os contornos do desemprego estrutural e do aumento da informalidade entre jovens.

Portanto,são evidentes as barreiras que desenrolam-se diante da juventude brasileira ociosa.Logo,medidas fazem-se necessárias para que os impasses descritos sejam atenuados.Assim,o Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Educação e,subsidiado pela Receita Federal,deve promover cursos profissionalizantes que visem a habilitação dos jovens e,a ampliação das oportunidades desses para suplantar o panorama obscuro hodiernamente presente no Brasil.