As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 04/07/2019

No Brasil, em 2002, foi criado o Estatuto da Juventude com o fim de promover a autonomia e emancipação e garantir direitos como, por exemplo, de estudar e trabalhar. Sob tal óptica é palpável elucidar que é hodierno o desafio de ultrapassar diversas dificuldades enfrentada por jovens para o ingresso no mercado de trabalho. Isso demonstra que a questão referente percorre mais de uma década e que a atuação do Estado no que se diz respeito ao sistema educacional e ausência de interesse e confiança das empresas em oportunizar o emprego a esses indivíduos conceituam-se como causas centrais dessa problemática até então não sanada.

Nesse viés, mostra-se visível que a falta de ação governamental em relação a adaptações no método de educação vigente às exigências do mercado trabalhista é um empecilho para a inclusão juvenil nesse espaço. Isto é, embora o objetivo das instituições de ensino seja preparar o aluno para o mercado e para a vida em sociedade, vive-se uma dicotomia no país, porquanto, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o índice de desemprego de jovens entre 15 e 24 anos supera a média registrada na América Latina em 2011, fato corroborador da divergência entre entre a formação profissional e o atual ambiente econômico. Como produto disso, cresce no Brasil a taxa de jovens que optam por trabalhos informais ou até se envolvem no mundo do crime na busca por melhores condições de vida em virtude da ausência de oportunidades.

Ainda nesse contexto, a carência de confiança das empresas em jovens que buscam pelo primeiro emprego contradiz o senso comum de que " o jovem é o futuro da nação “, visto que no presente não o é permitido contribuir, formalmente, com o progresso econômico e social do país. Ou seja, mesmo que grande parcela da juventude brasileira possua alguma formação técnica ou profissionalizante muitas instituições comerciais descartam a possibilidade de oportunizar a esse cidadão uma vaga caso não possua experiência por receio de diminuir sua lucratividade. Além disso, a alta competitividade que rege o sistema capitalista - no qual o Brasil está inserido - traz danos à saúde psicológica dos jovens, de maneira a prejudicar também seu ingresso no mercado de trabalho.

Faz-se evidente, portanto, que, não obstante haja um documento oficial que assegure ao jovem autonomia, ainda há diversas barreiras a serem enfrentadas. Desse modo, com o fito de garantir a esses indivíduos inclusão no mercado de trabalho, é necessário que o Estado institua projetos sociais por meio das instituições comerciais e educacionais, de modo a utilizar parte dos impostos recolhidos dessas empresas para disponibilizar nas escolas cursos profissionalizantes de acordo com exigência dos próprios estabelecimentos de comércio, para com isso diminuir o desemprego desses cidadãos.