As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 02/08/2019
É notório que o mercado de trabalho brasileiro está cada vez mais competitivo e rigoroso nas escolhas dos profissionais e ainda que a geração atual seja uma das mais bem qualificadas enfrenta dificuldades quanto ao ingresso no mercado de trabalho. Diante disso, é palpável afirmar que a falta de flexibilidade de grande parte das empresas e a carência de atenção do Estado se conceituam como causas centrais dessa problemática até então não sanada.
Sob esse viés, mostra-se visível que com os grandes avanços na tecnologia as informações estão mais acessíveis a toda população e os jovens, por conseguinte, dominam a tecnologia facilmente, porém o ambiente trabalhista procura não só o conhecimento como também a experiência. Ou seja, as empresas tendem a parametrizar o processo seletivo para vagas de acordo com colaboradores mais experientes, visto que assim não correm o risco de ter prejuízos com capacitação de um novo contratado. Como consequência disso, embora a juventude brasileira busque a qualificação para atender as expectativas do mercado de trabalho ainda é a parcela mais atingida pelo desemprego no país, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 22,6% dos cidadãos até 29 anos encontram-se desocupados, isso corresponde aproximadamente dois a cada dez jovens.
Ainda nesse contexto, a falta de atuação do Estado em relação a qualidade e compatibilidade da educação no que diz respeito às exigências do mercado é um empecilho a ser superado e pode acarretar danos irreversíveis a saúde mental dos jovens. Isto é, a formação proporcionada nas instituições de ensino fundamental e médio, até mesmo na educação superior, não condizem com a realidade exigida pelos empregadores, visto que alguns requisitos se tornaram relevantes para a contratação, de tal forma que obriga os jovens a escolherem sua opção profissional precocemente visando maior qualificação. Em virtude disso, a geração atual sofre com diversos distúrbios psicológicos em decorrência da alta competitividade, fato visível na baixa autoestima da juventude brasileira, menor do que a média latino-americana segundo matéria publicada no site G1.
Em suma, o modo de seleção utilizado pelas empresas e o deficit na educação deixado pelo Estado mostra que constantemente o jovem é prejudicado. Desse modo, com o objetivo de incluir o jovem no mercado de trabalho, é necessário que o Estado por meio de descontos nos impostos cobrados à empresas privadas designe a essas instituições a obrigatoriedade de oferecer cursos profissionalizantes, de maneira que um profissional especializado da própria empresa instrua os alunos acerca da carreira escolhida por esses indivíduos, para então torna-los mais adaptados às exigências do atual ambiente trabalhista brasileiro.