As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/07/2019
Embora a Constituição Federal de 1988, assegure aos cidadãos brasileiros direitos básicos como: saúde, educação, lazer e trabalho digno. Nesse contexto, a dificuldade do ingresso de jovens no mercado de trabalho atual se mostra como um dos reflexos de um país não desenvolvido, consequência de falta de oportunidades e qualificação profissional. Logo, medidas são necessárias para mitigação do impasse e pleno funcionamento da sociedade vigente.
Em primeira análise, pontua-se sobre o mercado de trabalho cada vez mais escasso devido à crise financeira nacional desde 2014, uma vez que a economia e o mercado laboral estão diretamente relacionados e caminham de forma unidirecional. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil é o terceiro país que possui menos jovens em atividade empregatícia. Desse modo, fica nítida o descaso dos órgãos governamentais com a classe adolescente/jovem no país.Todavia, se esses estivessem empregados, colaboraria para a aumento da PEA e, por consequência, aumentaria o capital de giro do mercado e elevava os índices econômicos.Ademais, os estudantes possuem despesas, como lanches, transporte e material para sua própria educação, que são necessidades do cotidiano, e devido a falta de verba, trancam cursos para conseguir auto sustentação no mercado laboral informal.
Outrossim, tem-se a falta de qualificação como um dos colaboradores para continuidade da problemática, já que com oportunidades tão difíceis , o mercado está mais rígido. Segundo o SINE, sistema de vagas de emprego, a população jovem vem ficando cada vez mais distante do Mercado, e a principal causa é a falta de qualificação. Dessa forma, fica clara a importância de se ter uma boa escolaridade e cursos requisitados pela empresa contratante. Entretanto, os estudantes mais carentes não possuem condições para se qualificar e acabam excluídos do processo, desalentados e por não se sentirem capazes chegam a desenvolver problemas psicológicos, como: depressão, bipolaridade, anorexia e crises de ansiedade.
Portanto, para tornar o jovem no mercado de trabalho como um fator de desenvolvimento nacional é necessário que o Ministério do Trabalho através de parcerias com Instituições privadas, como bancos e multinacionais, implementem novas filiais e forneçam um maior número de vagas destinadas a classe adolescente, com o intuito de integrar esse indivíduo ao vínculo empregatício. Outrossim, o Ministério da Educação deve elaborar programas de qualificação , que por meio da oferta de cursos gratuitos e promoção do contato com profissionais da área, os estudantes de escolas públicas e baixa renda consigam melhores oportunidades e assim se auto sustentar e ajudar nas despesas familiar. Somente assim, a realidade brasileira estará em pleno funcionamento.