As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 21/07/2019

A III Revolução Industrial, iniciada em meados do século XX, revolucionou as relações de trabalho, entre as mudanças surgiu-se a exigência de trabalhadores especializados, ou seja, com maior qualificação profissional. Nesse processo, os jovens que concluíram o ensino médio saem lesados, muitos deles não possuem condições para ingressar no curso superior logo após a formação e dificilmente são aceitos no mercado de trabalho em vagas compatíveis com sua capacitação. Consequentemente muitos vão para empregos informais ou caem na criminalidade, desse modo, os índices de desemprego, violência e pobreza crescem no país.

Primeiramente, é necessário ressaltar que de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a faixa etária que possui as taxas mais altas de desemprego no Brasil é a de 18 a 24 anos de idade. Indubitavelmente, a situação do jovem nas relações de trabalho encontra-se complicada. A maior parte dessa juventude não é especializada e por isso não consegue cargos qualificados com melhores salários, entretanto, também não se caracteriza como indivíduos de baixa qualificação para mão de obra mais barata. Ademais, muitos não possuem experiencias prévias o que dificulta ainda mais sua entrada no mercado de trabalho.

Por conseguinte, o jovem desempregado fica impedido de atingir as condições necessárias para realizar uma especialização. Sem oportunidade de educação e emprego para melhorar sua situação socioeconômica a juventude fica a mercê da violência e da criminalidade, caminhos considerados mais fáceis, entretanto as consequências são inegáveis, não só para o individuo mas para a sociedade como um todo. Tudo seria impedido caso o jovem semi-qualificado fosse mais valorizado e recebesse oportunidades conforme sua capacitação, para que assim tivesse a chance de melhorar sua vida de forma legal.

Portanto, para que a juventude brasileira possa garantir seu futuro, consequentemente colaborando com toda a sociedade, é necessário dar a ela oportunidades para atingir esse objetivo. Cabe ao  Ministério do Trabalho realizar campanhas incentivando as empresas a contratar jovens semi-qualificados, os dando oportunidade de treinamento, essas campanhas podem ser realizadas pela mídia e por visitas nas próprias empresas. Além disso, o Ministério da Educação deve ampliar o programa de ações afirmativas nas faculdades públicas,  de modo que a maioria das vagas sejam para cotistas, garantido assim que jovens em condições vulneráveis possam ingressar na universidade.