As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 25/07/2019

As histórias em quadrinho do “Homem-Aranha”, criadas na segunda metade do século XX por Stan Lee, retratam a dura realidade do jovem Peter Parker, o herói da vizinhança do Brooklin que para sustentar seu lar submete-se a dois trabalhos, entregador de pizza e fotógrafo. Fora da ficção, o cotidiano dos jovens, em especial os de países emergentes, apresenta  semelhança análoga a de Peter Parker, haja vista que, muitos precisam trabalhar para complementar as finanças da família. Contudo, ao tentar ingressar no mercado de trabalho eles percebem barreiras que dificultam esse processo, tais como: crise econômica e falta de experiência.

Em primeiro plano, é imprescindível destacar a influência do contexto histórico e social do país nas questões mercadológicas. No estudo geográfico o termo desemprego conjuntural refere-se às demissões e não admissões ocasionados pela conjuntura econômica de uma localidade. Nesse sentido, os jovens que procuram seus espaços nas empresas são prejudicados, visto que, em situações de crise são os primeiros profissionais demitidos, como demonstra os dados apurados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) ,no qual, mais da metade dos jovens está há um ano sem vínculos empregatícios.

Ainda convém lembrar que, além das crises econômicas, a falta de experiência contribui negativamente no processo de admissão dos jovens. A partir das décadas de 1960 e 1970 as grandes empresas do mundo foram surpreendidas por jovens ligados a plataforma digitais, como Steve Jobs e Bill Gates essas empresas destacaram a importância dessas tecnologias criadas pelos jovens e mais do que isso representaram a crença na nova geração. Entretanto, após o “boom” tecnológico dessas décadas os jovens atuais não conseguem surgir no mercado como peças valiosas para as empresas por não ultrapassar a etapa do primeiro emprego, tão fundamental para de conhecimento e experiência, tanto profissional quanto emocional.

Torna-se evidente, portanto, que o Estado precisa tomar providências para diminuir os desafios que os jovens enfrentam ao tentar ingressar no mercado de trabalho. Assim, o Ministério da Educação, juntamente com o sistema S (Sebrae, Sesi e Senac), deve capacitar e instruir os jovens para o mercado de trabalho, através de cursos técnicos e profissionalizantes que garantam ao futuro profissional confiança para demonstrar seu valor no momento das entrevistas de emprego, reconhecendo a sua falta de experiência, mas reforçando suas habilidades e seu interesse em aprender, assegurando sua utilidade para as empresas em momentos de crise.