As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/08/2019

O processo de globalização trouxe para o mercado de trabalho uma série de novas exigências, e com elas uma onda de desemprego, principalmente na população juvenil. Isso se deve à falta de preparo prático por parte das universidades, bem como a escassez de oportunidades de treinamento e experiência nas empresas. A dificuldade de inserção dos jovens no mundo laboral é um problema no Brasil e necessita do apoio das instituições de ensino, do Estado, das empresas e da mídia para a sua resolução.

Em um universo altamente globalizado, as empresas buscam cada vez mais por profissionais polivalentes, capazes de se adequar à realidade competitiva do mercado. Entretanto, o ensino pouco prático e cartesiano dificultam a adaptação dos estudantes à tal exigência. A falta de investimento na extensão universitária, programa educacional amplamente defendido por Florestan Fernandes, impede o aluno de vivenciar na práxis aquilo que é aprendido apenas na teoria, limitando a aquisição de experiência do jovem. Ademais, a ausência de interação entre as muitas áreas de saber impossibilitam o aprendiz de conhecer e trabalhar em diversos setores e tornar-se um profissional multifuncional.

Além disso, a escassez de estágios ou oportunidades de emprego obstaculizam os aspirantes à uma vaga no mercado de trabalho finalmente alcançá-la. Cada vez mais, as empresas aumentam as suas listas de pré-requisitos, os quais são entraves para o público juvenil. De acordo com a pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos primeiros três meses de 2019 a taxa de desemprego entre pessoas entre 18 e 24 anos de idade era, aproximadamente, 27%. Isso mostra que a falta de flexibilização e interesse em treinar os jovens por parte das corporações colaboram para que tal problema cresça no país.

O desemprego na população jovem ainda é uma barreira a ser superada pelo Brasil. Para isso, cabe às universidades em conjunto com o Ministério de Educação e as mídias incentivarem a ação das Empresas Júnior. Sendo assim, é necessário um maior apoio financeiro, além da propagação por meio das redes sociais, televisão e revistas a fim de divulgar a existência desse projeto à toda sociedade. Ademais, é de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego criar leis à respeito da admissão do público em questão nas empresas. Em tal legislação, deve constar a existência de reserva de vagas, bem como a limitação das exigências de modo que tais corporações consigam adequar-se à realidade desses jovens.