As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 09/09/2019
A Constituição Federal Brasileira, garante aos brasileiros a inviolabilidade dos direitos sociais e individuais. No entanto, as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho impossibilita que muitas pessoas desfrutem desse privilégio. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à precarização da educação, mas também, ao pouco mecanismo de inserção da juventude no cenário trabalhista.
Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para essa questão é a precarização da educação. Isso porque o sistema educacional, no Brasil, é pouco estruturado. Em consequência disso, há inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado exige. Haja vista que, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, cerca de 70% dos jovens terminam seus cursos superiores sem conhecimentos básicos para exercerem suas profissões, tal situação obsta o aumento da empregabilidade. Logo, é fundamental maior atenção do Governo em relação à formação dos futuros profissionais, já que é por meio do trabalho que o ser humano produz os meios para se manter vivo.
Faz – se mister, ainda, salientar o pouco mecanismo de inserção dos jovens no cenário trabalhista como impulsionador do tema. Visto que programas como o Jovem Aprendiz aumentam a empregabilidade e a renda, porém é pouco usado, já que empresas de grande porte são obrigadas a ter entre 5% e 15% da mão de obra composta por aprendizes, no entanto, a cada dez vagas abertas, nove são fechadas, conforme estatísticas divulgadas pelo site UOL. Nesse âmbito, observa – se que muitos empreendimentos infringem a Lei do Aprendiz, além de não exercerem seu papel social na contratação desses jovens. Por isso, é fundamental a participação do Poder Público, em fiscalizar a referida norma, a fim de contribuir para a construção social, profissional e humana dessas pessoas.
Enfim, com objetivo de garantir o aumento de jovens no mercado de trabalho tanto quanto desenvolvimento econômico e social desse grupo, o Estado deve promover ações mais inerentes à realidade social, por meio de alertas sobre uma sólida formação educacional, bem como a criação de métodos para inserir a camada juvenil na cena ocupacional. Isso pode ser feito nas escolas, mediante projetos que proporcionam maior qualidade aos indivíduos acerca dos conhecimentos fundamentais exigidos pelo mundo capitalista, tal como melhor participação de instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, em que alunos do ensino médio serão inscritos nesses sistemas e ganharão bolsa auxílio do Governo. Tudo isso com a finalidade de permitir maior acesso da juventude ao mercado de trabalho. Destarte, seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.