As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 03/09/2019
A taxa de jovens desempregados no Brasil é de 30% neste ano, segundo a pesquisa nacional de amostra por domicílio (Pnad). Tal fato demonstra que a dificuldade de ingressar ao mercado de trabalho é latente na realidade brasileira, se relacionando com fatores educacionais e de competitividade. Como citou Platão, “o começo é a parte mais difícil do trabalho”, e é um dever nacional repensar em começos de carreira para novas gerações, assim como enfrentar suas dificuldades.
Sendo assim, é necessário compreender que o jovem raramente foi alvo de atenção em questões trabalhistas. A situação se agrava com mudanças atuais em relação ao trabalho, como carreiras mais longas e mais tempo de contribuição até alcançar o direito da aposentadoria. Logo, o ingresso ao mercado de trabalho deve acontecer mais cedo na vida do cidadão, embora isso implique menos experiência e qualificação, muitas vezes exigidas pelas empresas.
Por consequência, o jovem pode ser desprezado em relação à pessoas mais experientes no mercado de trabalho, sendo uma concorrência desigual. Do mesmo modo, ainda existe a realidade educacional exigida por empresas que não condiz com o ensino recebido pelo brasileiro médio. A alta expectativa do mercado se torna um obstáculo ainda maior para principiantes de baixo nível educativo.
A fim de que as dificuldades de ingresso ao mercado de trabalho sejam reduzidas, a ampliação de programas como o Jovem aprendiz e aprendiz legal deve ser incentivada entre grandes empresas, além da preparação profissional aliada ao ensino médio através de regulamentação feita pela Ministério da Educação, para que desta forma jovens cheguem ao mercado de trabalho já estruturados e com algum diferencial curricular e educacional, de forma que torne o começo de carreira e vida um pouco menos difícil.