As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/08/2019
Nos últimos anos, o debate acerca dos jovens e suas falhas tentativas de conseguirem vagas de emprego tem se tornado cada vez mais frequente. Evidência disso é a reforma do ensino médio que vigorará, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), a partir de 2022. Contudo, nota-se que as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho são um problema mais abrangente e, dessa forma, é preciso conhecer os diversos estigmas desse dilema, na propensão de solucioná-lo.
Em uma primeira análise, nota-se que a recorrência da problemática no Brasil está intrinsecamente fomentada pela delicada situação econômica que perpassa o país. Desde seu auge em 2015, a crise tem feito com que muitos postos de trabalho sejam fechados e que tanto a população mais nova quanto a mais velha tenham dificuldades para conseguirem empregos, de acordo com dados do IBGE. Eles revelaram, ainda, que 12.7% dos cidadãos encontram-se sem emprego, equivalente a mais de 13 milhões de brasileiros, e que muitos estão desistindo de procurar vagas. Dessa maneira, mudanças profundas devem ser realizadas para o rompimento desse alarmante cenário.
Ademais, em um segundo plano, a falta de atitude do governo é um mecanismo intenso desse impasse. Nota-se que o atual presidente, Jair Bolsonaro, está mais preocupado em combater ideologias políticas à investir em programas que capacitem os jovens ao mercado de trabalho, prova disso são seus posts diários na rede social Twitter ao partido de oposição, o PT. Logo, sem a capacitação necessária, esses jovens acabam desinteressantes às empresas, visto que elas tendem a buscar mão de obra cada vez mais capacitada com o fenômeno da globalização. A posição secundária dada à educação, dessa forma, tende a piorar o panorama, como afirma Paulo Freire. De acordo com ele, se a educação, por um lado, não muda o mundo, por outro, torna impossível qualquer mudança. Assim, a superação desse painel configura-se como importante desafio político nacional.
Portanto, a crise econômica, paralelamente à falta de atitude do governo, são importantes vetores da problemática. Destarte, torna-se imprescindível que o Estado brasileiro volte seus olhos aos reais problemas da nação, em especial o presidente. Visto isso, cabe ao Ministério da Economia propor mudanças e soluções cabíveis à delicada situação econômica do país por meio de diálogos com o Congresso Nacional e da melhoria do destino da verba pública, visando atenuar os efeitos da crise econômica. Ademais, cabe ao MEC, em parceria com as empresas privadas, criar programas voltados à capacitação dos jovens ao mercado de trabalho, através de cursos técnicos e da ampliação da rede superior de ensino, tornando-os mais atrativos a essas instituições. Com capital público e privado, uma parceria traria benefícios para ambos, podendo mudar a realidade dos jovens brasileiros.