As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 02/09/2019
No mundo atual, diversos jovens encontram grandes obstáculos para se ingressarem no mercado de trabalho. Certamente o aumento da competitividade, a diminuição dos salários, o aumento da carga de trabalho, e a busca por muita produção nos leva a este tipo de crise. No entanto o capitalismo, que historicamente é o melhor meio para produção de riqueza que já existiu, também sempre foi fortemente competitivo e a juventude contemporânea não está sendo bem instruída para entender sua lógica de funcionamento.
Deste modo, saber que o mercado de trabalho na maioria das vezes não busca exclusivamente uma formação acadêmica, é a primeira coisa que todos deveriam estar cientes antes mesmo de iniciar uma faculdade. Neste âmbito é válido compreender que, na lógica capitalista, o empregador preza majoritariamente pela experiência prática, competitividade e resultados lucrativos, sem ao menos duas destas condições geralmente não se contrata. Paralelamente a isso, os jovens saem das universidades pensando que, só por terem o diploma, não precisam competir, ter prática na área ou ganhar pouco durante um certo tempo para ter valor no mercado de trabalho, deixando a desejar as circunstâncias básicas mencionadas. Consequentemente, como exemplo desta visão de mercado desafiador, observa-se a China que, apesar da alta interferência do estado, é o maior exemplo atual da prática do capitalismo, possuindo uma das economias que mais crescem no mundo e, ao mesmo tempo, tem uma alta desumanização do trabalhador.
Partindo desta demonstração, pode-se perceber que os jovens infelizmente pensam que ao concluir o colégio e se formar na universidade, vão ter o emprego dos sonhos, o que não condiz com a realidade, já que dados do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, entre os trabalhadores entre 18 e 24 anos, a taxa de desemprego é mais que o dobro da taxa da população em geral. Enquanto a taxa geral ficou em 12,4% no segundo trimestre, entre os jovens esse percentual salta para 26,6%.
Em suma, percebemos que a dificuldade dos jovens ingressarem no mercado de trabalho se dá pela falta de preparo e orientação para os mesmos, junto da alta competitividade atual. Portanto, devemos nos adaptar a geração de riqueza. Para isso, precisa-se realizar um processo que faça os jovens entenderem como funciona o mercado de trabalho, o Ministério da Educação (MEC), deve investir em campanhas e palestras direcionadas ao jovens do ensino médio, para que os mesmos possam desde cedo, ter uma noção do que vão enfrentar no futuro.