As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/09/2019
Segundo informações do G1, “No primeiro trimestre deste ano, 41,8% da população de 18 a 24 anos fazia parte do grupo dos subutilizados — ou seja, estavam desempregados, desistiram de procurar emprego ou tinham disponibilidade para trabalhar por mais horas na semana”. Nesses tempos em que o desemprego está em alta, o jovem tem sofre ao entrar no mercado de trabalho. Quais seriam os causadores desses dados espantosos? Será que os próprios jovens, ou talvez o próprio mercado de trabalho tem exigido demais?
A maioria dos jovens que pensam em participar do mercado de trabalho tem em mente entrar já atuando a profissão dos sonhos como um médico neuro-cirurgião, ou como um advogado criminalista, engenheiro químico, e muitas outras. Muitos jovens se deixam levar pelos gostos e não avaliam diversos fatores do mercado de trabalho, como profissões que possuem as vagas em alto e exigências muito cobradas. Há muita escassez de conhecimento a cerca das qualidades exigidas para ser aceito pelo mercado de trabalho . Um choque de realidade é o que acontece com o calouro ao perceber que não era como ele imaginava. Não é impossível ter o emprego dos sonhos, mas é árdua, difícil e muito competitiva a caminhada até ele.
No mercado de trabalho ha muitas qualidades que necessárias dentre elas é a experiência. “Em média, a primeira carteira assinada só acontece aos 28,6 anos, segundo levantamento da consultoria iDados a partir dos dados de 2017 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais)”. Acaba se tornando extremamente difícil para jovem possuir seu primeiro emprego. Como o recém formando vai conseguir uma primeira experiência de emprego se para entrar é, na maioria dos casos, necessário possuir já uma vivência com o mercado de trabalho? Sendo assim, se torna algo muito mais difícil que o jovem possa conseguir o seu primeiro emprego.
Os jovens têm pensado alto demais, mas o mercado de trabalho também tem exigido requisitos que acabam excluindo os que procuram sua primeira experiência. O governo, em específico o ministério do trabalho em conjunto com o da educação, trazendo para os alunos do ensino médio, de escolas públicas e particulares, as opções em alta, programas informativos em universidades e mais testes vocacionais auxiliando o mesmo a se preparar para o mercado de trabalho. Há uma lei insinuando que todos os estabelecimentos ou empresas, que abriguem no mínimo 7 empregados, independente de sua origem ou classificação, são obrigados a empregar e matricular uma quantidade específica de aprendizes. O número de empregados aumentaria houvesse uma quantidade mínima de jovens calouros, com o seu primeiro emprego por um certo número de empregados que já experientes.