As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 07/09/2019

Milton Santos, geografo brasileiro, afirma que a globalização chega a todos os lugares, mas não a todas as pessoas. Contudo, na contemporaneidade, a inexistência de desenvolvimento tecnológica na formação de qualquer profissional corrobora com a alta taxa de desemprego no país. Destarte, convém analisar não só a causa, como também consequência e possível medida para mitigar a problemática no mercado de trabalho juvenil.

Em primeiro plano, é notável que o descaso do poder público em proporcionar aos estudantes uma educação de qualidade, torna-o um dos motivadores do crescimento do desemprego. Segundo o Ministério da Educação, 48% das escolas públicas não possuem computadores para os seus alunos. Entretanto, muitos empregos exigem ensino médio completo, conhecimento de Word e Power point. Dessa forma, os jovens tornam-se desqualificados para ingressar no mercado de trabalho.

Conquanto, é notável que o alto desemprego influencia a adesão ao trabalho informal no Brasil. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, três a cada quatro jovens estão empregados informalmente, em países em desenvolvimento essa proporção chega a 19 em cada 20. Dessa maneira, lê-se que a falta de qualidade educacional corrobora com a desqualificação profissional, em que leva a população a recorrer a esse tipo de sistema para sobreviver, submetendo-se à eventuais perigos.

Fica evidente, portanto, a extrema importância da intervenção estatal para garantir o mínimo necessário aos desempregados. É preciso, então, que o Ministério da educação e Cultura (MEC), em parceria com o Ministério da Tecnologia, criem cursos de informática gratuitos, por meio de verbas públicas, tendo como intuito adaptar e proporcionar o essencial para que os jovens possam recorrer a ofertas de empregos. Assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada, em que todos tenham oportunidades iguais.