As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/09/2019
No governo de Vargas, em 1943, ocorreu a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que viabiliza a implementação de normas regulamentadas, buscando o acesso ao mercado de trabalho. No entanto, esse cenário não é visto no Brasil hodierno, seja pela falta de oportunidades de empregos, seja pela omissão do governo diante políticas públicas que favoreçam o alcance desse objetivo. Logo, é evidente que medidas devem ser adotadas pelo Estado junto à empresas privadas, para solucionar essa problemática no país.
“A tecnologia move o mundo”. A frase do inventor Steve Jobs, relaciona a tecnologia no mundo contemporâneo com a globalização. No entanto, nem sempre isso ocorre, afetando de forma efetiva o desemprego. Nessa perspectiva, é possível destacar que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os jovens entre 18 e 24 anos representam cerca de 30% do total de desempregados no Brasil. Isso ocorre pela falta de oportunidades no mercado de trabalho, já que a maioria das empresas privadas preferem contratar pessoas mais velhas e experientes, do que ensinar tal prática para um jovem.
Ademais, a “Lei do Aprendiz”, regulamentada em 2005, determina que toda empresa de grande ou médio porte deve ter de 5% a 15% de aprendizes entre seus funcionários. Esses indivíduos devem estar cursando ou terem terminado o ensino médio ou fundamental em uma escola pública. Porém, a omissão do governo diante a fiscalização dessas empresas, possibilita a não admissão desses jovens, acarretando o aumento dos índices de desemprego entre eles.
Portanto, observa-se que são muitas as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Trabalho reforçar o programa “jovem aprendiz, através de processos seletivos, criando oportunidades de estágios em estatais, como o Banco do Brasil. Além disso, a Polícia Federal deve fiscalizar as empresas de grande ou médio porte, verificando se existe o número de aprendizes estabelecidos pela “Lei do Aprendiz”, caso contrário, as empresas devem pagar multas. Logo, o jovens ingressariam no mercado de trabalho como viabiliza a CLT.