As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 18/09/2019

Consoante o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego atinge atualmente cerca de 12% da população. Esse dado reflete a dificuldade de ingresso no mercado de trabalho, o que se torna mais alarmante quando se insere a posição dos jovens nesse contexto trabalhista. Sob esse viés,  fatores econômicos e tecnológicos, além das excessivas exigências empregatícias das corporações corroboram esse adverso cenário. Logo, urgem ações engajadas dos agentes adequados com o escopo de superar os obstáculos dos jovens no contexto do trabalho.

Inicialmente, a Ciência Geográfica define desemprego estrutural e conjuntural, respectivamente, como a falta de emprego decorrente da substituição da mão de obra humana pela máquina e da situação de crise econômica de um país. Nesse sentido, diante de cenários alheios ao profissionalismo do indivíduo, a disponibilidade de emprego torna-se escassa e é intensificada pela coexistência de pessoas mais experientes que ocupem, com maior produtividade, o espaço de um aprendiz mais novo. Por consequência, nota-se que a faixa etária juvenil é exposta à um ambiente que desestimula e inviabiliza o exercício do trabalho, o que contribui para a baixa incidência desse grupo no mercado.

Ademais, ressalta-se que a cobrança das empresas potencializa o problema do ingresso do jovens no mercado de trabalho, uma vez que qualificações constantes são necessárias nesse âmbito e o jovem quase nunca é apto o suficiente para obter uma vaga no emprego. Nessa perspectiva, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman aponta a fluidez das atividades modernas em todos os seus aspectos, o que valida a inconstância e insuficiência recorrente dos saberes no contexto do trabalho. Com isso, percebe-se que as oportunidades dos jovens são restritas, influenciando, muitas vezes, na desistência do estudo e na procura por empregos que não exijam tanto conhecimento do indivíduo.

Destarte, é essencial superar os problemas que envolvem o ingresso juvenil no mercado de trabalho. Para tanto, é impreterível que as empresas, entendendo o quadro de crise econômica e de falta de experiência, amplie a participação do jovem nas atividades da corporação, por meio da reserva de vagas para pessoas nessa faixa etária, e ofereça cursos qualificantes periodicamente destinados a esses indivíduos, com a presença de profissionais já experientes na área, a fim de possibilitar mais oportunidades para os aprendizes e reduzir os índices de desemprego existentes.