As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/09/2019

No século XIX, houve a segunda Revolução Industrial, que implementou o modelo de produção em massa fordista. Nesse padrão, o foco é a produção de mais objetos em menos tempo, o que requer trabalhadores especializados em uma só função. Hodiernamente, o objetivo de muitas empresas é contratar profissionais capacitados em diferentes áreas, a fim de explorar sua criatividade. Contudo, faz-se aparente as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho em virtude do emprego em ambientes precários no conhecimento, além da gravidez na adolescência.

Primeiramente, é importante entender como o conhecimento afeta o desenvolvimento profissional do jovem. O estudo e a aplicabilidade das informações são fatores que permitem a obtenção de um emprego estável e promissor. Entretanto, muitos dos trabalhos que os jovens conseguem por não dispor da ‘’experiência necessária’’ são ofícios que não agregam valor ao futuro profissional do adolescente, além de diminuir o seu tempo livre e para estudos. Assim, projetos como o Jovem Aprendiz são imprescindíveis para contornar esse quadro, uma vez que oferecem empregos juntamente com o curso técnico e ensinam a trabalhar em equipe.

Ademais, a gravidez na adolescência contribui para a dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Segundo Jean-Paul Sartre, o maior peso da liberdade está na consciência do indivíduo em ter que arcar com as consequências de todas as suas ações. Ao esquecerem dessa premissa, os jovens têm seu tempo debilitado por causa das obrigações familiares, consequentes da gravidez precoce, e são obrigados a trabalhar mais cedo para conter os gastos com as crianças. Por conseguinte, são atribuídos trabalhos imediatos, que não servem para o desenvolvimento profissional do adolescente nem para a saúde do trabalhador, já que são majoritariamente desgastantes.

Infere-se, portanto, que a falta de conhecimento e a gravidez na adolescência são desafios para o ingresso de adolescentes no mercado de trabalho. Nesse contexto, urge que o poder legislativo promova mais projetos que ofereçam vagas de emprego para jovens concomitantemente com cursos, como o Jovem Aprendiz. Essa ação pode ser realizada mediante a associação com as empresas e tem o fito de proporcionar o conhecimento necessário para o desenvolvimento profissional. Além disso, é essencial que o Ministério da Educação faça palestras em parques sobre a educação sexual e a dificuldade de manter um filho na juventude. Elas devem ser efetivadas por meio da exposição de opiniões de adolescentes em situações análogas e têm o objetivo de alertar os jovens quanto às dificuldades da gravidez precoce para ingressar num trabalho. Desse modo, os adolescentes podem distanciar-se do modelo fordista ao suprir as necessidades contemporâneas das relações de trabalho.