As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 27/09/2019
Segundo a PNAD de 2018, os jovens são a parcela da população com a maior taxa de desemprego, representando cerca de 32% do total de desempregados no país.Nesse sentido, uma vez que, na contemporaneidade, a extraordinária dificuldade de acesso dos jovens ao mercado de trabalho é uma realidade no Brasil, o Estado falha em oferecer condições para o controle desse problema.Assim, o impasse está diretamente relacionado com a alta carga tributária sobre a folha de pagamento e a carência de uma formação escolar capacitante.
Em primeira análise, é indiscutível o papel dos excessivos encargos trabalhistas sobre a mão de obra na perpetuação desse problema.De acordo com levantamentos da FIESP, o Brasil é o numero 1 mundial em impostos sobre o trabalho, correspondendo a cerca de mais de um terço dos custos totais da mão de obra.Sob tal ótica, pode-se afirmar que, o empregador, diante dessa realidade tributária e da necessidade de otimização do alocamento de capital, terá preferência em contratar trabalhadores com experiência e qualificações, em detrimento do jovem, que em grande parte não possui, perpetuando o seu desemprego.
Em segunda análise, é indubitável a constatação da carência de uma formação escolar capacitante para os jovens.O currículo escolar tradicional não prepara o jovem recém formado para o mercado de trabalho, diferentemente por exemplo, das escolas do Sistema S, que capacitam os estudantes por meio do ensino técnico, facilitando a obtenção de um primeiro emprego.Infelizmente esse tipo de ensino não abrange a maioria da população, explicitando a necessidade de um investimento estatal nessa área.
Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para superar essa problemática.Para tanto, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, amplie a oferta de escolas técnicas no país, com o objetivo de qualificar essa parcela da população, possibilitando uma melhor inserção no mercado de trabalho, e consequentemente uma competição mais justa com o restante da mão de obra do país. Só assim, essa infeliz estatística de alto desemprego jovem será mitigada, contribuindo para uma sociedade mais justa para todos.