As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 28/09/2019

A Primeira Revolução Industrial, que teve início no século XVIII, ficou marcada pelo surgimento da máquina a vapor, que possibilitou um grande avanço para as indústrias. A partir disso, novas tecnologias continuaram a surgir e, consequentemente, tornou-se mais difícil, principalmente para o jovem, adentrar no mercado de trabalho. Nesse contexto, é evidente que a falta de profissionais qualificados e a carência de uma visão a longo prazo são fatores que acentuam essas dificuldades.

É preciso considerar, antes de tudo, que a crescente busca por mão de obra qualificada representa um impasse para a obtenção de emprego pelos jovens. Sob tal ótica, há uma necessidade de contratar indivíduos que se adaptem às novidades da ciência, uma vez que o mercado de trabalho está, cada vez mais, mecanizado. No entanto, Pierre Lévy, filósofo e sociólogo francês, afirma que “toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Desse modo, não são todas as pessoas que conseguem ter acesso e se adequar às inovações, o que acarreta, além do desemprego, a instabilidade emocional, que pode resultar em ansiedade e depressão.

Outrossim, a falta de um planejamento do futuro pelos jovens prejudica a sua inserção no mercado de trabalho. Nessa direção, de acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade está vivendo, hodiernamente, os tempos líquidos, que se caracterizam pelo imediatismo. Em razão disso, as pessoas, por não apresentarem uma visão a longo prazo, não anseiam em fazer graduação ou cursos de qualificação, o que dificulta a obtenção de emprego. Soma-se a isso a baixa renda, que também é um motivo que impossibilita os indivíduos de se imaginarem na universidade, na medida em que eles não possuem condições financeiras suficientes para se sustentar.

Em suma, é inquestionável a necessidade de providências para minimizar as dificuldades dos jovens em se inserir no mercado de trabalho. Destarte, o Ministério da Educação deve oferecer condições para as pessoas se qualificarem. Para isso, ele poderia, por meio de um planejamento meticuloso, implementar, nas escolas públicas de ensino médio, cursos técnicos profissionalizantes, que seriam escolhidos pelo aluno e administrados juntamente com as matérias da Base Nacional Curricular Comum. Por conseguinte, os indivíduos se tornariam mais qualificados, visto que eles estariam aptos para as exigências do mercado, teriam uma visão a longo prazo e a renda não seria um empecilho, o que faz com que os imbróglios oriundos da Primeira Revolução Industrial sejam atenuados.