As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 29/09/2019

“O trabalho dignifica o homem.” Essa frase de Benjamin Franklin, estudioso norte-americano, expressa a importância do emprego no cenário atual. Entretanto, no panorama brasileiro, os entraves para o ingresso de jovens no mercado de trabalho constituem um problema que prejudica à nação. Sendo assim, é necessário analisar como a qualificação precária e os impactos provocados pela tecnologia têm relação direta com esse processo.

Convém analisar, de início, que as novas relações de ofício exigem habilidades e competências específicas que determinam a qualidade do profissional. Contudo, muitas vezes, os indivíduos mais novos não as detém, em razão de sua deficiente formação escolar. Nesse sentido, a educação no Brasil apresenta lacunas, em que, geralmente, as escolas ficam restritas a passarem conhecimentos massantes e decorativos, as quais colocam em segundo plano o desenvolvimento pessoal. Dessa maneira, o mercado espera do indivíduo, não apenas o domínio de todos os conteúdo necessários, mas também, potencialidades que vão além disso, como por exemplo controle emocional, capacidade de liderar, dialogar e trabalhar em equipe. Além disso, apesar de necessário a esse panorama, o acesso ao ensino superior e profissionalizante é díficil, o que acentua a falta de qualificação de muitos jovens.

Outrossim, na conjuntura hodierna da Era Digital, a tecnologia acarreta impactos que provocam a retração do número de empregos disponíveis. Na época da Revolução Industrial, com o surgimento de novas máquinas, a oferta de trabalho diminuiu, porque muitas delas substituíam a atividade humana, o que gerou revoltas como o movimento Luddista, que propunha que os trabalhadores as quebrassem. De forma análoga ao contexto atual, muitos trabalhos já não precisam de indivíduos para executá-los, o que resulta na desocupação estrutural. Ademais, esse problema é potencializado por a crise econômica que assola o Brasil desde 2014. Sob esse viés, de acordo com o portal de notícias G1 a crise atinge a maioria dos setores empregatícios, e atingiu seu auge recentemente, em 2017, com 14 milhões de desempregados no país, em que muitos eram jovens. Por conseguinte, tais cidadãos permanecem sem condições de obtenção de renda para suprir suas necessidades básicas, o que é maléfico a todos.

Portanto, as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho acarretam prejuízos à sociedade. Torna-se imperativo que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, preparem os indivíduos desde cedo para o mercado de trabalho. Isso pode ser feito por meio de um projeto  pedagógico de ensino com base no que o emprego exige, a partir de aulas didáticas, palestras e orientações, nas escolas e faculdades. Além de fornecer cursos técnicos e profissionalizantes durante o Ensino Médio, de forma a capacitá-los de maneira eficiente. Assim, o problema será atenuado.